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Bairro da Jamaica

A violência no Jamaica tem três versões. Do pai, da vítima e a verdadeira?

Uma zaragata entre duas raparigas transformou-se num caso polémico em que se fala de violência policial e racismo. Será assim? Há versões diferentes. E há quem no bairro chore o regresso às notícias, por maus motivos.

A calma que se vivia na tarde desta segunda-feira no Bairro da Jamaica, no Seixal, contrastava com a violência que as televisões haviam de mostrar, na Av. da Liberdade, em Lisboa, e com as imagens da ação policial que toda a gente vira, no bairro, no dia anterior. Os moradores iam deixando desejos de boa tarde quando passavam junto de Fernando Coxi - mostrando uma vizinhança educada e correta no trato.

Ou seja, exatamente o contrário do que se tinha passado pouco mais de 24 horas antes, quando a rua de terra e água a escorrer pelo chão fora palco de uma minibatalha entre moradores primeiro e depois com agentes da PSP que, chamados a intervir num dos maiores bairros ilegais do concelho, se envolveram numa cena violenta. É curioso que isto aconteça quando o bairro tem sido novamente notícia mas por boas razões. Começaram as operações de realojamento das centenas de famílias que ali vivem em edifícios que estão por acabar desde os anos 80 do século passado.

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Ferreira Fernandes

"Corta!", dizem os Diáconos Remédios da vida

É muito irónico Plácido Domingo já não cantar a 6 de setembro na Ópera de São Francisco. Nove mulheres, todas adultas, todas livres, acusaram-no agora de assédios antigos, quando já elas eram todas maiores e livres. Não houve nenhuma acusação, nem judicial nem policial, só uma afirmação em tom de denúncia. O tenor lançou-lhes o seu maior charme, a voz, acrescida de ter acontecido quando ele era mais magro e ter menos cãs na barba - só isso, e que já é muito (e digo de longe, ouvido e visto da plateia) -, lançou, foi aceite por umas senhoras, recusado por outras, mas agora com todas a revelar ter havido em cada caso uma pressão por parte dele. O âmago do assunto é no fundo uma das constantes, a maior delas, daquilo que as óperas falam: o amor (em todas as suas vertentes).