PJ deteve 37 pessoas em Portugal por branqueamento de capitais

Trinta e sete pessoas foram detidas em Portugal no âmbito de uma megaoperação da Europol contra a lavagem de dinheiro, entre setembro e novembro, e que envolveu 31 países.

Em conferência de imprensa, o coordenador da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e a Criminalidade Tecnológica (UNC3T), referiu que em Portugal foram ainda apreendidos oito milhões de euros em contas bancárias e 330 mil euros em dinheiro.

Carlos Cabreiro explicou que este é um fenómeno internacional com cerca de sete a oito anos que assola vários países tratando-se de crime organizado. "Temos uma certeza nesta área criminal. Não estamos a falar de atos isolados, estamos a falar de redes criminosas", disse adiantando que surgem portugueses quer na cúpula quer como recrutadores.

A EUROPOL anunciou esta quarta-feira que cerca de 200 pessoas foram detidas e mais de três mil pessoas que transportavam dinheiro foram identificadas numa megaoperação da Europol contra a lavagem de dinheiro, entre setembro e novembro, e que envolveu 31 países, incluindo Portugal.

Da quinta operação desta natureza, segundo um comunicado de imprensa da agência europeia de polícia (Europol), resultou a identificação de 3.833 mulas de dinheiro, bem como de 386 angariadores, dos quais 228 foram detidos.

Uma mula de dinheiro é o nome dado a um correio humano usado para despistar transferências de dinheiro internacionais com origem em atividades criminosas.

Foram abertas 1.025 investigações, precisando a agência que "muitas estão ainda a decorrer", tendo sido evitadas perdas "no valor de 12,9 milhões de euros".

Ainda segundo a Europol, mais de 650 bancos, 17 associações bancárias e outras instituições financeiras colaboraram na deteção de 7.520 transações fraudulentas.

Além das autoridades policiais de 31 países, colaboraram na operação de combate ao branqueamento de capitais a Eurojust (unidade de cooperação judicial da União Europeia) e a Federação Europeia de Bancos, que integra a Associação Portuguesa de Bancos.

Em conferência de imprensa Carlos Cabreiro explicou que esta atividade criminal assola todos os países, não sendo Portugal um oásis para esta atividade, procurando a Polícia Judiciária unir todos os esforços para combates estas situações.

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