Premium Moradores em estado de choque com a tragédia

Choque, trauma e tristeza. Este era o ambiente, ontem de manhã, no Caniço, depois da tragédia que assolou a freguesia, provocando 29 mortes e mais de duas dezenas de feridos.

Pelas 9 horas da manhã, Gracinda estava ainda em pijama. Disse não ter pregado olho a noite inteira. Apenas se lembra do estrondo do autocarro a embater no muro da sua casa e da polícia a retirá-la do local, alegando que não estaria preparada para ver aquele cenário aterrador.

A moradora contou que estava dentro de casa quando tudo aconteceu, por volta das 18h30 de quarta-feira. Quando ouviu o barulho, correu com a filha até à rua mas afirmou que, ao chegar ao quintal, apenas viu o que restava do autocarro a galgar o muro e a cair para o terreno, na curva de baixo. Enquanto a filha alertou as autoridades, Gracinda dirigiu-se até junto do pesado, deparando-se "com várias pessoas a meio da erva", que foram projectadas devido a este violento despiste.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Nuno Severiano Teixeira

"O soldado Milhões é um símbolo da capacidade heroica" portuguesa

Entrevista a Nuno Severiano Teixeira, professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa e antigo ministro da Defesa. O autor de The Portuguese at War, um livro agora editado exclusivamente em Inglaterra a pedido da Sussex Academic Press, fala da história militar do país e da evolução tremenda das nossas Forças Armadas desde a chegada da democracia.

Premium

Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.