Tancos: Diretor da PJ Militar e civil ficam em prisão preventiva

Medidas de coação foram conhecidas esta sexta-feira

O Tribunal de Instrução Criminal decretou na tarde desta sexta-feira a medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva, a dois arguidos do caso Tancos: o diretor da Polícia Judiciária Militar e um civil, adiantou a SIC Notícias, segundo a qual aos restantes seis arguidos ouviram medidas de coação mais leves. O Ministério Público pedia a prisão preventiva para todos os arguidos.

Um comunicado do TIC adianta que os restantes seis arguidos ficam em liberdade, embora sujeitos a termo de identidade e residência, suspensão do exercício de funções, proibição de contacto com os coarguidos e com quaisquer militares das Forças Armadas, da GNR e elementos da Polícia Judiciária Militar.

Em causa está a investigação o furto de material militar em Tancos, dos paióis 14 e 15, que foi detetado na tarde de 28 de junho de 2017. Segundo o Ministério Público, em causa estão "factos suscetíveis de integrarem crimes de associação criminosa, denegação de justiça, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influência, favorecimento pessoal praticado por funcionário, abuso de poder, recetação, detenção de arma proibida e tráfico de armas". Entre o material furtado estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e uma grande quantidade de munições.

A Operação Húbris investiga as suspeitas de que os militares já detidos terão sido coniventes com quem fez o roubo, não exatamente no assalto, mas na entrega do material de guerra furtado. Material este que foi encontrado três meses depois, na Chamusca, pela Polícia Judiciária Militar. É desta força policial que são quatro dos sete militares detidos, entre os quais o próprio diretor. Os outros três são da GNR.

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