Marcelo elogia "resistência" das populações afetadas pelas cheias no Mondego

"É preciso fazer o levantamento dos prejuízos para ver como se avança", disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas em Montemor-o-Velho.

O Presidente da República defendeu este sábado que agora importa fazer um levantamento dos danos causados pelas cheias no Baixo Mondego, na semana passada, tendo realçado a "capacidade de resistência" das populações.

"É preciso fazer o levantamento dos prejuízos para ver como se avança", disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas em Montemor-o-Velho, Coimbra, que elogiou a "capacidade de resistência" das pessoas afetadas.

O Presidente da República prestava as primeiras declarações na vila de Ereira, naquele município do distrito de Coimbra, durante a visita que está a efetuar, no sábado à tarde, aos locais do Baixo Mondego mais afetados pelas cheias da semana passada.

Marcelo Rebelo de Sousa está a visitar hoje, desde o início da tarde, a região do Baixo Mondego, no distrito de Coimbra, passado o período crítico das inundações, para obter informação no local sobre os efeitos do mau tempo.

O chefe de Estado, que acertou esta deslocação com o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão, esteve acompanhado pelo ministro do Ambiente, José Pedro Matos Fernandes.

Na sequência da passagem das depressões Elsa e Fabien, Marcelo Rebelo de Sousa divulgou uma nota a dar conta de que estava a acompanhar a situação do mau tempo em Portugal, em particular no Baixo Mondego, onde a rutura de dois diques provocou cheias, e prometeu deslocar-se àquela região.

Na véspera de Natal, anunciou que iria fazer hoje essa visita, declarando: "Vou observar, vou ver, e vou contactar com a realidade, conforme prometi, no tempo adequado, que é estabilizada a situação e não durante o período crítico -- exatamente o mesmo que adotei em relação aos incêndios. Entendo que ganho em perceber o que se passou e aquilo que está a ser pensado".

Os efeitos do mau tempo provocaram três mortos e deixaram 144 pessoas desalojadas e outras 352 deslocadas por precaução, registando-se mais de 11.600 ocorrências, na maioria inundações e quedas de árvores.

O mau tempo, provocado pela depressão Elsa, entre os dias 18 e 20, a que se juntou no dia 21 a depressão Fabien, provocou também condicionamentos na circulação rodoviária e ferroviária, bem como danos na rede elétrica, afetando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.

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