Lisboa e Vale do Tejo com 90,3 % dos novos casos nas últimas 24 horas

O boletim da Direção-Geral da Saúde, deste sábado, assinala que Portugal atingiu as 1474 mortes e um número total de 34 351 infetados desde o início da pandemia. Há mais nove mortes a registar nas últimas 24 horas. Dos 382 casos, 345 são na região da capital.

Em Portugal, nas últimas 24 horas, morreram mais 9 pessoas (oito delas em Lisboa) e foram confirmados mais 382 casos de covid-19. Segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde, deste sábado (6 de junho), que chegou com um atraso devido a problemas informáticos, no total, desde que a pandemia começou registaram-se 34 351 infetados e 20 807 recuperados.

Dos 382 novos casos de infeção, 345 registaram em Lisboa e Vale do Tejo, o que representa 90,3% do total das últimas 24 horas. Desses, 40 foram na capital, 37 em Sintra, 31 na Amadora. "Tínhamos um problema do país, passámos a ter um problema concentrado numa região, agora concentrado em cinco concelhos", disse a ministra da Saúde, admitindo que Amadora, Lisboa, Loures, Odivelas e Sintra são os que mais preocupam.

Para a governante o aumento está mais relacionado com a estratégia de rastreio intensivo do que com o incumprimento das regras na região. "Desde sábado passado que sete equipas do INEM têm estado na rua a realizar cada uma delas 300 colheitas", explicou, revelando, que nos últimos 5 dias se fizeram 14 mil testes na região.

Por isso, "é expectável que o número de novos casos na região de Lisboa se mantenha elevado nos próximos dias", fruto de três fatores: " Atraso na curva epidémica na região; Estratégia intensiva de rastreio na região; Especificidades associadas aos novos casos, jovens na idade ativa e assintomáticos".

Marta Temido garantiu no entanto que "a situação, tudo indica, está controlada". Principalmente, porque 30% dos infetados são assintomáticos e mais de 50% são jovens, adultos (entre os 20 e os 49 anos) com doença ligeira.

Os novos casos de covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo - centro das atenções nacionais nas últimas duas semanas - não se devem ao desconfinamento, segundo disse a ministra da Saúde, em conferência de imprensa, este sábado. Marta Temido relaciona antes estas infeções com "atividades regulares", como o ambiente laboral e admite que não são necessárias "medidas mais restritivas", por agora.

Uma ideia partilhada pelo Presidente da República. "Não podemos é estar a confundir uma operação massiva [de testagem], que se deve fazer na área da construção civil em cinco municípios, com uma disseminação maior", dizia Marcelo Rebelo de Sousa.

Norte voltou a ter casos novos

Após três dias sem novas infeções, a região Norte registou mais 21 casos desde sexta-feira. O Centro tem agora mais 10 casos, o Alentejo três e o Algarve mais dois. Os Açores registaram mais um caso e a Madeira continua sem novos casos de covid-19.

O boletim deste sábado confirma a tendência recente de maior contágio entre a população mais jovem. A maioria dos novos casos têm entre entre 20 e 49 anos. Dos 382 casos, 247 tem assim menos de 50 anos de idade.

Apesar de Lisboa liderar nos novos casos, a pandemia de covid-19 continua a afetar mais a região Norte, que apresenta 16 855 e 804 mortes. Segue-se Lisboa e Vale do Tejo, com 12 818 e 395 mortes e a região Centro com 3799 e 395 vítimas mortais. No Algarve há 382 casos de coranavírus e 15 mortes, enquanto no Alentejo verificam-se 266 casos de infeção e uma morte.

Nos Açores continua a registar-se 141 casos e 15 mortes e a Madeira continua sem mortes a registar e apenas 90 casos.

O boletim da DGS é diariamente divulgado por volta da hora de almoço, mas este sábado atrasou-se. Em comunicado às redações, a DGS esclarece que "esta madrugada ocorreu uma alteração técnica nas configurações de acesso, não comunicada previamente, num sistema crítico da Microsoft", o que provocou um "atraso do acesso dos técnicos da DGS aos dados que permitem a construção do boletim".

Desde o primeiro dia de março, Portugal já realizou 908 291 teste de despiste para a covid, atualizou a ministra da Saúde, este sábado, durante o brifing diário. 8,8% deste total referem-se ao mês de março, 38% a abril, 46% a maio e 6,6% nos primeiros cinco dias de junho. "O que mostra o aumento da testagem que temos perseguido", diz Marta Temido.

Época balnear "preocupa todos"

Este sábado inaugura-se a época balnear e autoridades de saúde e governo são unânimes: os portugueses podem e devem ir à praia, mas "com regras".

"A praia vai continuar a fazer bem à saúde também neste verão de 2020", garantiu António Costa, que se dirigiu à praia da Rocha, em Portimão, para marcar o dia. "Temos capacidade para 850 mil pessoas estarem nas praias em simultâneo, mas é muito importante que todos os dias, antes de escolher a praia, tenhamos cuidados em verificar a sinalética da ocupação", apontou o primeiro-ministro, referindo-se à aplicação Info Praias.

Durante a conferência de imprensa, também a diretora, geral da Saúde manifestou vontade que os portugueses "se divirtam e se descontraiam" durante o verão, mas sem esquecer as regras: "não se esqueçam de que estamos perante uma epidemia. Esta é uma doença contagiosa que se transmite".

Graça Freitas admitiu que a época balnear "preocupa a todos", mas será mais fácil com respeito pelo distanciamento social, pelas regras de higiene e etiqueta respiratória. A responsável pela DGS lembra ainda que durante as idas à praia a companhia deve limitar-se a outros elementos do agregado familiar e não envolver partilha de objetos.

398 mil mortes em todo o mundo

O novo coronavírus já infetou mais de 6,8 milhões de pessoas no mundo inteiro, até este sábado às 10:20, segundo dados oficiais. Há agora 3,3 milhões de recuperados e 398 587 mortes a registar.

Os Estados Unidos da América são o país com a maior concentração de casos (1 965 912) e de mortes (111 394). Em termos de número de infetados, seguem-se o Brasil (646 006) e a Rússia (458 689). Portugal surge em 30.º lugar nesta tabela.

Quanto aos óbitos, depois dos Estados Unidos, o Reino Unido é a nação com mais mortes declaradas (40 261). Seguem-se o Brasil (35 047) e a Itália (33 774).

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