Mais 6 mortes e 127 casos de covid-19 em Portugal nas últimas 24 horas

O boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde de hoje revela ainda que estão hospitalizadas 439 pessoas, 62 nos cuidados intensivos.

Em Portugal, nas últimas 24 horas, morreram mais seis pessoas e foram confirmados mais 127 casos de covid-19 (um crescimento de 0,2% face ao dia anterior). Segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta terça-feira (21 de julho), no total, desde que a pandemia começou registaram-se 48 898 infetados, 33 769 recuperados (mais 222) e​ 1 697 vítimas mortais no país.

Há, neste momento, 13 432 doentes portugueses ativos a ser acompanhados pelas autoridades de saúde. Menos 101 que esta segunda-feira.

Este é o segundo dia consecutivo em que o número de novos infetados fica a baixo dos 150, depois de este indicador ter permanecido uma semana na casa dos 300. Desde 11 de maio, quando se registaram 98 infeções, que este número não era tão baixo.

Já a percentagem de casos que se localizam na região de Lisboa e Vale do Tejo não desceu, continuando nos 80%. Apesar disto a ministra da Saúde tem-se referido a uma diminuição da incidência da doença em todos os concelhos, à exceção do de Sintra.

101 dos 127 novos infetados têm residência na zona da Grande Lisboa. Tal como todos os seis óbitos confirmados no último dia: um homem entre os 60 e os 69 anos, outro entre os 70 e os 79 e quatro mulheres com mais de 80 anos.

Os restantes casos de hoje estão distribuídos pelo Norte (mais 16), pelo Centro (seis), pelo Algarve (dois), pelo Alentejo (um) e pelos Açores (um). Só a Madeira não regista nenhuma alteração à sua situação epidemiológica.

A taxa de letalidade do país é hoje de 3,5%, subindo aos 16% no caso das pessoas com mais de 70 anos - as principais vítimas mortais.

Menos 15 doentes hospitalizados

Esta terça-feira, estão internados 439 doentes (menos 15 que no dia anterior) e nos cuidados intensivos encontram-se 62 pessoas (mais uma que na véspera).

O boletim da DGS de hoje indica também que aguardam resultados laboratoriais 1616 pessoas e estão em vigilância pelas autoridades de saúde mais de 35 mil. O sintoma mais comum entre os infetados é a tosse (que afeta 35% dos doentes), seguida da febre (28%) e de dores musculares (21%).

Metade das infeções entre os 20 e os 39 anos

52 dos novos infetados têm entre 20 e 39 anos. Segue-se a faixa etária dos 50 aos 59 com 16 casos. Depois a dos 40 aos 49 e a dos 60 aos 69, ambas com 15 casos registados.

Nas últimas 24 horas, foram também notificados casos em seis crianças até aos nove anos e oito em pessoas com mais de 80.

Pandemia reduziu em 23% as cirurgias urgentes em abril face ao mês homólogo

"O difícil enquadramento gerado pela situação de pandemia teve resultado imediato no sistema de saúde, sendo visível a queda acentuada da atividade programada e não programada na rede de estabelecimentos do SNS [Serviço Nacional de Saúde], sobretudo em virtude das alterações aplicadas à organização e prestação de cuidados de saúde, de modo a prepará-lo para responder à pressão a que poderia vir a ser sujeito, em função da evolução da pandemia", conclui a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) numa análise ao impacto da covid-19 no sistema de saúde, divulgada esta segunda-feira.

Ao nível da realização de cirurgias, os hospitais do SNS tiveram "uma redução significativa a partir de março, com o volume de cirurgias programadas em abril e maio a ficar, respetivamente, 78% e 57% abaixo do verificado nos períodos homólogos de 2019".

Ainda que o impacto nas cirurgias consideradas urgentes tenha sido inferior, "a redução do seu volume tem também vindo a ser significativa desde o início da pandemia", adianta a ERS, referindo que em abril, em particular, houve uma diminuição de 23% das cirurgias urgentes realizadas face ao mesmo mês em 2019.

No caso das consultas, relativamente ao mês homólogo de 2019, em março de 2020 verificou-se uma queda de 16% no número de consultas médicas hospitalares realizadas presencialmente no SNS, tendo a variação negativa alargado até aos 35% e 31%, respetivamente, nos meses de abril e maio últimos.

Em contrapartida, "aumentou significativamente o volume de consultas por telemedicina", adianta a reguladora.

613 mil mortos por covid no mundo

O novo coronavírus já infetou mais de 14,8 milhões de pessoas no mundo inteiro até esta terça-feira e provocou 613 989 mortes, segundo dados oficiais. Há agora 8,9 milhões de recuperados.

No total, os Estados Unidos da América são o país com a maior concentração de casos (3 961 805) e de mortes (143 864). Em termos de número de infetados acumulado no mundo, seguem-se o Brasil (2 121 645) a Índia (1 156 189) e a Rússia (783 328). Portugal surge em 42.º lugar nesta tabela.

Quanto aos óbitos, depois dos Estados Unidos, o Brasil é a nação com mais mortes declaradas (80 251). Depois, o Reino Unido (45 312) e o México (39 485).

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG