O jornalista Manuel Carvalho é o novo diretor do Público

O Conselho de Administração do jornal anunciou a escolha de Manuel Carvalho e garante que "a formação da equipa será da sua inteira responsabilidade"

Um dia depois da demissão de David Dinis, que dirigia o Público desde 2016, um novo nome vai estar na primeira página deste diário: Manuel Carvalho, 53 anos, nesta redação desde 1999, prémio Gazeta em 2015 com uma série de reportagens sobre a primeira guerra mundial em Moçambique. Era até agora redator principal do Público e integra o painel de comentadores de assuntos políticos e económicos da RTP Informação e da RTP2.

Nascido em Alijó, é um apaixonado pelo Douro e pelos seus vinhos, sendo autor de vários livros sobre o tema. "O Douro e a memória do vinho do Porto", foi um dos primeiros que escreveu, segundo conta na sua biografia no site do jornal, assumindo esta "paixão pessoal". Foi uma dos jornalistas que mais escreveu sobre a preservação das gravuras de Foz Côa, em defesa do património cultural daquela região. Manuel Carvalho é também um conhecedor e admirador de música jazz.

As reportagens sobre a intervenção portuguesa na primeira grande guerra, em Moçambique, que o distinguiram com o prémio mais prestigiante do jornalismo foram reunidas num livro - "A Guerra que Portugal quis esquecer" - publicado pela Porto Editora. Conta a história da ida para aquela colónia de mais de 20 mil soldados portugueses para a defender dos alemães e de como foram condenados "a uma missão impossível". Morreram mais portugueses ali do que na frente europeia.

Manuel Carvalho fez curso de jornalismo do Cenjor e foi fellow do German Marshall Fund, nos Estados Unidos, e do International Studies and Training, no Japão.

Foi professor primário durante dois anos e entrou no Público num grupo de estagiários, em final de 1989. Especializou-se na área da Economia e fez formação em vários países. Foi grande repórter do Diário Económico e regressou ao Público em 1999, onde lançou o Fugas, em parceria com David Lopes Ramos e entrou na direção do jornal em 2000, como diretor-adjunto.

Em 2012 demitiu-se, manifestando a sua vontade de se retirar das funções que ocupava. Volta agora a assumir a liderança, desta vez no topo da hierarquia.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Isabel Moreira ou Churchill

Numa das muitas histórias que lhe são atribuídas, sem serem necessariamente verdadeiras, em resposta a um jovem deputado que, apontando para a bancada dos Trabalhistas, perguntou se era ali que se sentavam os seus inimigos, Churchill teria dito que não: "Ali sentam-se os nossos adversários, os nossos inimigos sentam-se aqui (do mesmo lado)." Verdadeira ou não, a história tem uma piada e duas lições. Depois de ler o que publicou no Expresso na semana passada, é evidente que a deputada Isabel Moreira não se teria rido de uma, nem percebido as outras duas.