Mulher de triatleta detida pela Polícia Judiciária. É suspeita de matar o marido

Rosa Grilo é suspeita de ter matado o triatleta Luís Grilo, seu marido e pai de uma criança de 12 anos. Um homem terá sido também detido por cumplicidade no homicídio.

A Polícia Judiciária (PJ) deteve a mulher do triatleta Luís Grilo por suspeita de o ter matado. O que levou Rosa Grilo a, alegadamente, ter assassinado o marido, ainda não está totalmente esclarecido, mas a investigação aponta para um crime passional. O DN sabe que Rosa Grilo está desde esta manhã na sede da PJ e que a polícia tem estado durante todo o dia a fazer diligências periciais na habitação do casal.

A detenção foi formalizada esta noite, depois de concluídas todas as diligências. Estará também envolvido no homicídio outro homem, que também terá sido detido, suspeito de ser cúmplice da mulher no homicídio do triatleta.

Luís Grilo, 50 anos, engenheiro informático e atleta de triatlo, foi encontrado morto 39 dias depois de ter desaparecido, nu e com um saco preto do lixo na cabeça, de braços abertos e com "sinais extremos de violência", a 140 quilómetros de casa, descreveu a PJ.

Homem de família, apaixonado pela mulher e pelo filho de 12 anos, alegre, lutador e otimista, "pessoa simples", sem problemas de dinheiro ou familiares, era a imagem que tinham dele amigos e familiares, como já escreveu o DN.

Segundo contou à GNR a mulher, agora suspeita do assassínio, Luís Grilo tinha saído de casa - aldeia de Cachoeiras, em Vila Franca de Xira - para um treino de bicicleta, pelas 16.00 e não regressara para levar o filho à natação, como estava combinado.

Dois dias depois as autoridades receberam o contacto de alguém que encontrara o telemóvel do atleta. Estava caído numa ribanceira, numa estrada próxima aos Casais da Marmeleira, a apenas 6 quilómetros de casa de Luís Grilo, mas num percurso que não era nada habitual para o engenheiro, diz quem lhe conhecia os hábitos.

O treinador do atleta, Luís Barradas, considerou "estranho" o percurso alegadamente feito por Luís Grilo nesse dia 16 de julho: afinal era suposto estar a descansar e o engenheiro nem gostava de pedalar em estrada, uma vez que considerava perigoso esse tipo de treino.

Outra nota de estranheza para os investigadores foi o facto de mais ninguém poder confirmar a versão de Rosa Grilo sobre a hora em que Luís saiu de casa. Por outro lado, no último dia em que foi visto com vida (16 de julho) saiu da sua rotina, não foi trabalhar, nem atendia telefones.

Os investigadores começaram a cruzar informação e perceberam que só alguém que soubesse os seus passos diários, não só para preparar o momento do homicídio como o local onde depositaria o cadáver - Covões, a vinte quilómetros de Benavila, a terra dos sogros de Luís Grilo, onde costumava passar algumas temporadas.

O cerco apertou para o seu núcleo próximo até que todos os indícios e provas recolhidas pela brigada de homicídios da PJ apontaram para Rosa Grilo, a mulher que chorou abraçada ao filho no funeral do marido, no passado dia 30 de agosto.

"Continuam à procura mas é difícil. A área é muito grande porque não se sabe por onde começar", contou ao DN quatro dias depois do desaparecimento de Luís Grilo. Numa entrevista à TVI24, no início de setembro, negou perentoriamente qualquer envolvimento no homicídio.
"Não, de todo. Não tenho nada que ver com isso", disse, adiantando ainda que, devido aos ferimentos que o marido apresentava quando foi encontrado morto, acreditava na hipótese de um acidente de trânsito. Rosa Grilo foi ouvida várias vezes pela PJ.

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