Premium "Greve em força!" As mensagens de dirigentes da Ordem dos Enfermeiros no Whatsapp para coordenar protestos

"Greve em força!", sugeriu um dos dos dirigentes da Ordem. Outros sugeriram a estratégia e definiram a política de comunicação do protesto sindical dos enfermeiros. A lei proíbe-o de forma clara.

Há um grupo no WhatsApp chamado Greve Cirúrgica, que junta mais de 200 enfermeiros portugueses. O nome é óbvio: foi esta inédita paralisação dos enfermeiros dos blocos operatórios que adiou, entre 22 de Novembro e 31 de Dezembro do ano passado, mais de 7500 cirurgias no Serviço Nacional de Saúde. A greve foi convocada por dois sindicatos, ambos criados recentemente, o SINDEPOR e a ASPE. E criou uma tensão extrema com o Governo, que anunciou esta semana o corte de relações com a Ordem dos Enfermeiros e a requisição civil - também ela insólita - para quatro hospitais, por não estarem a ser cumpridos os serviços mínimos. Todos os dias cresce o tom das acusações.

No grupo do WhatsApp, a luta dos enfermeiros é preparada ao pormenor. Por quem tem o dever de o fazer, como os líderes sindicais da ASPE, por exemplo, mas também por quem está proibido por lei de manter qualquer atividade sindical. É o caso de João Paulo Carvalho, Presidente da secção regional do Norte da Ordem dos Enfermeiros.

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Há empresas (muitas vezes unipessoais) onde os anestesistas recebem o dobro do oferecido no Serviço Nacional de Saúde para prestarem serviços em hospitais públicos carenciados. Aquilo que a lei prevê como exceção funciona como regra em muitas unidades hospitalares. Ministério diz que médicos tarefeiros são recursos de "última instância" para "garantir a prestação de cuidados de saúde com qualidade a todos os portugueses".