Coletes amarelos: mentor do 'grupo do Bombarral' deixa organização

Um dos organizadores do protesto "Vamos parar Portugal" deixou o grupo acusado pelos outros de estar a ser pago para fornecer informações.

A organização da manifestação "Vamos Parar Portugal como forma de protesto" perdeu um dos seus fundadores e organizadores. Filipe Ferreira deixou o grupo acusado pelos outros membros de passar informações aos jornalistas, confirmou o próprio ao DN.

Filipe Ferreira era uma das cinco pessoas que criaram o evento no "Vamos parar Portugal" no Facebook, marcando a manifestação para esta sexta-feira, dia 21. A ideia do grupo, ligado ao Bombarral, era fazer um protesto na A8, junto às portagens.

O protesto mantém-se, mas a organização passou a estar em outras mãos. Filipe Ferreira deixou o grupo sob acusações de estar a passar informações aos jornalistas, disse ao DN via messenger. "Ninguém fale à comunicação social. Quem o fizer vai ser julgado por isso", avisara outro fundador do grupo. O irmão de Filipe mantém-se na organização.

O movimento dos 'coletes amarelos' portugueses também se disseminou a outras cidades, e outras redes sociais. Deixou de estar apenas no Facebook e seguiu também para o Whatsapp e para outras cidades - Algarve, Porto e vários pontos de Lisboa - Marquês de Pombal e Ponte 25 de Abril, nomeadamente, entre outros 25 locais.

A difusão dos protestos acontece também em páginas de fake news, Bombeiros24 e Direitapolitica, como o DN avançou no domingo.

À margem deste protesto, outro está a desenhar-se. Chamam-se 'coletes laranjas' e prometem agir no sábado, dia 22.

Camionistas entre os adeptos do protesto

No Whatsapp começou também a surgir a notícia de que o protesto dos 'coletes amarelos à portuguesa' era apoiado pelos camionistas. Márcio Lopes, presidente da Associação Nacional de Transportadoras Portuguesas, confirmou ao DN as conversações com o grupo.

A eventual participação dos camionistas no protesto levou Marcelo Rebelo de Sousa a encontrar-se na terça-feira com estes profissionais para ouvir as suas reivindicações.

O encontro chegou a estar marcado para setembro, mas foi adiado por motivos de agenda do presidente. "Naturalmente que a marcação do encontro para esta altura não foi inocente", disse ao DN fonte da presidência. Tanto Marcelo Rebelo de Sousa como o staff saíram com a sensação de que este grupo não iria aderir em bloco aos protestos nem tão pouco estariam inclinados para manifestações que levassem a atos extremados. Mas sem garantias.

Notícia corrigida às 11.30: Márcio Lopes é presidente da ANTP - Associação Nacional de Transportadores Portugueses.

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