Igreja Católica suspende todas missas em Portugal

A Conferência Episcopal Portuguesa decidiu hoje suspender as missas, catequeses e outros atos de culto até que esteja superada a atual situação de emergência de disseminação do novo coronavírus.

Depois das Igrejas de Roma já terem sido encerradas, esta quinta-feira foi a vez de Portugal decidir pela suspensão pela suspensão da celebração de todas as missas, catequeces e atos de culto.

Em comunicado, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) anuncia que determina "que os sacerdotes suspendam a celebração comunitária da Santa Missa até ser superada a atual situação de emergência".

"Também devem seguir-se as indicações diocesanas referentes a outros sacramentos e atos de culto, bem como à suspensão de catequeses e reuniões", acrescenta.

No entanto, os bispos portugueses defendem que esta suspensão seja complementada com "as possíveis ofertas celebrativas na televisão, rádio e internet".

"Permaneçamos em oração pessoal e familiar, biblicamente alimentada, confiados na graça divina e na boa vontade de todos."

De acordo com CEP, a decisão de suspender todas as celebrações está em "consonância com as indicações do Governo e das autoridades de saúde".

Papa Francisco pede para bispos e padres não deixarem fieis sozinhos

Foi na manhã desta sexta-feira que o Papa Francisco declarou que as medidas draconianas contra o novo coronavírus "nem sempre são boas" e pediu a bispos e padres que não deixem os fiéis sozinhos durante a pandemia, depois de vários países terem decretado restrições severas.

Esta semana, a Organização Mundial de Saúde declarou a doença Covid-19 como uma pandemia e na quinta-feira à noite o Governo português declarou estado de alerta.

Desde dezembro do ano passado, o novo coronavírus infetou mais de 131 mil pessoas, das quais mais de metade Já recuperou da doença. A covid-19 provocou quase cinco mil mortos em todo mundo. Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde comunicou hoje que o número de pessoas infetadas subiu para 112. A Ministra da Saúde, Marta Temido, já assumiu que teme que Portugal não esteja preparado, embora reconheça que não têm estado parados no combate ao virús.

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