GNR interrompe missa em Alcochete

Militares da GNR interromperam este domingo a celebração de uma missa na igreja de Alcochete, instruindo os fiéis para voltarem a casa.

"Estavam no local entre 15 a 20 pessoas, que foram instruídas a voltar para casa. Apesar de não terem gostado, acataram as instruções", revelou a O Setubalense uma fonte da GNR

O pároco local, padre Ramiro Cruz Ferreira, terá ficado sozinho na Igreja e prosseguiu com a eucaristia, conta o mesmo jornal.

"Fica proibida a realização de celebrações de cariz religioso e de outros eventos de culto que impliquem uma aglomeração de pessoas."

Em 13 de março, a Conferência Episcopal emitiu uma diretiva determinando aos sacerdotes que "suspendam a celebração comunitária da Santa Missa até ser superada a atual situação de emergência". O mesmo se aplica a outros atos religiosos comunitários, como procissões. A diretiva foi reafirmada a propósito das celebrações pascais.

O próprio Papa Francisco deu o exemplo do que deve ser o comportamento dos sacerdotes católicos celebrando sozinho uma missa na Praça de S. Pedro.

A base legal para a atuação da GNR foi o decreto que regulamentou o estado de emergência. Nele se determina, no artigo 17.º ("Eventos de cariz religioso e culto"), que "fica proibida a realização de celebrações de cariz religioso e de outros eventos de culto que impliquem uma aglomeração de pessoas".

E mesmo "a realização de funerais está condicionada à adoção de medidas organizacionais que garantam a inexistência de aglomerados de pessoas e o controlo das distâncias de segurança, designadamente a fixação de um limite máximo de presenças, a determinar pela autarquia local que exerça os poderes de gestão do respetivo cemitério".

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