Ensino Superior. Máscara obrigatória, aulas ao sábado e app StayAway Covid

Atribuir uma única sala por grupo de estudantes é uma das soluções apontadas para reduzir os riscos de contágio. Mas também o desdobramento de horários e o alargamento de funcionamento de estruturas de apoio.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior já divulgou as regras que irão pautar as aulas no próximo ano letivo. Apesar de aconselhar um ensino misto - privilegiando as tecnologias digitais -, o objetivo primeiro é garantir um regime de aulas presenciais, com o uso da máscara a ser obrigatório, assim como o distanciamento físico. As aulas ao sábado entram na semana letiva.

"Deve assumir-se como objetivo que o ensino e a avaliação presencial se mantenham como regra no funcionamento das instituições científicas e de ensino superior no próximo ano letivo", diz o documento enviado às redações, sugerindo que "os horários de funcionamento das instituições devem ser alargados, incluindo o sábado na semana letiva", acrescenta.

Testes virais entre a comunidade estudantil e o uso da aplicação StayAway Covid - ontem promulgada por Marcelo Rebelo de Sousa - fazem também parte da lista das "recomendações operacionais para 2020-21".

As restantes passam por garantir "a presença dos docentes nas instituições". O regime presencial é preferencial, mas tendo em conta "as condições de segurança definidas nas orientações da Direção-Geral da Saúde", diz a nota do ministério, devem ser apoiadas "por tecnologias digitais à distância".

A desinfeção de "corredores, cantinas, bares e zonas de convívio das residências de estudantes" é uma prioridade, e a duração de cada aula e das atividades de avaliação dos estudantes devem ser ajustadas "sempre que tal se revele conveniente e necessário, garantindo a renovação adequada do ar e arejamento das salas".

Atribuir uma única sala por grupo de estudantes é uma das soluções apontadas para reduzir os riscos de contágio. Mas também o desdobramento de horários e o alargamento de funcionamento de estruturas de apoio, como bibliotecas.

O ministério quer ainda que sejam realizados testes virais nas instituições de ensino superior, assim como estudos imunológicos "com base em rastreios serológicos periódicos e continuados o longo do tempo".

É ainda aconselhada a divulgação e "utilização pela comunidade académica do sistema digital StayAway Covid, - a app que monitoriza se houve contacto com alguém infetado, descrita como "uma ferramenta eficaz, voluntária, não discriminatória e totalmente descentralizada".

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