Marcelo Rebelo de Sousa

Opinião

Morte religiosamente assistida deixa de ser obrigatória

Portugal está em vias de passar a ter a morte medicamente assistida como opção à, até agora obrigatória, morte religiosamente assistida. Como vão ficar sem o monopólio, numa hipocrisia sem tamanho, os que não querem a eutanásia por motivos religiosos queriam um referendo, mas só estariam disponíveis para aceitar o resultado desse referendo se o povo votasse maioritariamente contra a eutanásia. Um dogma é um dogma e nenhuma igreja deixa que os seus fiéis se juntem aos infiéis para decidir o contrário do que é suposto ter Deus decidido em nome de todos.

Paulo Baldaia

Ventura agradece a ajuda

Sem ilusões, quando se aproxima uma chuva de milhões e se alteram as regras para gastar mais rapidamente o dinheiro, como já aconteceu em 2008 com a aprovação do Código dos Contratos Públicos, o mais provável é que a urgência no combate à crise seja uma boa desculpa para flexibilizar essas regras e, assim, escancarar as portas à criminalidade. O que pode vir a acontecer não é uma certeza, mas há muito conluio, muita cartelização e muita corrupção a serem investigados e julgados pelo que aconteceu nesse passado recente, e isso serve-nos de aviso quando a história começa a repetir-se.