Autoridades regionais dizem que situação no Algarve está controlada

Comunidade Intermunicipal do Algarve e a delegada de saúde regional dizem que a situação epidemiológica na região "está controlada", apesar da existência de alguns casos pontuais.

O presidente da AMAL - Comunidade Intermunicipal do Algarve e a delegada de saúde regional afirmaram esta sexta-feira que a situação epidemiológica na região "está controlada", apesar da existência de alguns casos pontuais.

Os responsáveis falavam em Loulé (distrito de Faro), na conferência de imprensa quinzenal da Proteção Civil distrital sobre a covid-19.

O representante dos municípios, António Pina, referiu que "pode sempre surgir amanhã uma festa e haver um pico, mas retirando os picos a situação está controlada".

A delegada de saúde Ana Cristina Guerreiro revelou que houve em média sete novos casos por dia na última semana, num total de 693 casos positivos e 17 óbitos desde o início da pandemia, mas sem registo de vítimas mortais desde 2 de junho. Há sete pessoas internadas, nenhuma nos cuidados intensivos.

Um dos mais recentes casos positivos é de uma funcionária de um lar de idosos em Loulé, mas a origem da infeção é conhecida, estando "hoje a ser testados todos os contactos próximos".

Ana Cristina Guerreiro aproveitou para reforçar a importância de os cuidadores de idosos e de crianças "terem uma maior atenção", já que lidam com populações mais vulneráveis.

"Se não se sentirem bem, mesmo que de uma forma leve, liguem para a linha Saúde 24 ou contactem um médico, procurando ajuda, e não vão trabalhar", frisou.

Quanto ao surto relativo a uma festa em Odiáxere, no concelho de Lagos, um mês depois e já com "1.900 testes efetuados" registam-se "142 casos positivos, 104 ainda ativos e 38 pessoas já recuperadas".

Já em relação às concentrações de jovens holandeses de férias em Albufeira, a delegada referiu que é "preocupante e um ambiente de risco" para a transmissão da covid-19, mas afirmou estar atenta para tentar "encontrar soluções para esses riscos".

"Não é uma resposta exclusiva da Saúde, mas de todos. Com o desconfinamento há um aumento de risco, por isso é necessário encontrar um equilíbrio", afirmou.

Na semana passada, a GNR levantou dezenas de autos de contraordenações a estabelecimentos e a pessoas em Albufeira, por desrespeito das regras impostas devido à pandemia.

A guarda foi chamada na noite de domingo para dispersar centenas de pessoas de várias nacionalidades que estavam concentradas na via pública e a consumirem bebidas alcoólicas na Rua da Oura - conhecida como a rua dos bares de Albufeira.

O presidente da Câmara de Albufeira, José Carlos Rolo, disse na terça-feira à Lusa que a autarquia iria reforçar as ações de sensibilização junto dos proprietários dos estabelecimentos de restauração e de bebidas, alertando-os para a obrigatoriedade do cumprimento das normas.

Segundo José Carlos Rolo, as concentrações anormais de pessoas detetadas nos últimos dias na Rua da Oura, "têm sido sobretudo, jovens estrangeiros que estão em viagens de finalistas, na sua maioria holandeses".

O presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve revelou haver apenas um profissional da saúde infetado com a doença, considerando que este cenário "reflete as políticas adotadas no sentido de os proteger".

Paulo Morgado informou que foi ativado o Gabinete de Saúde Mental para que as "pessoas que direta ou indiretamente foram afetadas pela pandemia possam receber auxilio psicológico".

O responsável sublinhou a importância do cumprimento do isolamento profilático, "essencial para controlar um surto", destacando haver "doentes assintomáticos ou pré-sintomáticos que ainda não manifestam sintomas, mas podem transmitir a doença".

"Não é uma pena de prisão, mas uma ação para controlar um surto e pode ser essencial nesse controlo", concluiu.

Portugal contabiliza pelo menos 1.644 mortos associados à covid-19 em 45.277 casos confirmados de infeção, segundo o mais recente boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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