Premium "Ainda não tive coragem de contar aos meus filhos como o pai morreu"

Um mês após a morte do marido, Oksana Homeniuk fala ao DN. Conta que ninguém foi autorizado a reconhecer o cadáver - só lhe enviaram uma foto após a cremação - e que até hoje as autoridades portuguesas não a contactaram. Ihor não veio para trabalhar, diz, contestando outras afirmações do SEF.

Foi a 29 de março, o dia em que a TVI deu a notícia de que havia três inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras suspeitos da morte de um cidadão ucraniano Ihor Homenyuk no Centro de Instalação Temporária do aeroporto de Lisboa, que a mulher recebeu da agência funerária Servilusa uma foto do corpo do marido, que tinha já então sido cremado.

"Uma senhora ucraniana que trabalha na Servilusa e com quem eu tinha tratado de tudo mandou a foto a dizer que era para reconhecer o corpo", diz Oksana Homenyuk, que fala com o DN a partir da pequena cidade onde vive, Novoiavorivsk, numa chamada whatsapp em que Pavlo Sadokha, o presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, traduz as perguntas e as respostas. "Tinham combinado comigo que iam enviar o corpo, e mandaram-me documentos mas não estava lá escrita a causa da morte. Depois disseram que ia ser muito difícil enviar por causa do coronavírus e que eu tinha de dar autorização para cremar senão podia nunca receber o corpo. Então dei autorização."

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