Pfizer anuncia que resultado final do teste clínico da vacina mostra eficácia de 95%

Pfizer vai solicitar a autorização de comercialização dentro de alguns dias à Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos

A vacina desenvolvida pela aliança Pfizer/BioNTech tem uma eficácia de 95% na prevenção da covid-19, de acordo com os resultados finais completos do teste clínico em larga escala, anunciaram as duas empresas num comunicado conjunto divulgado nesta quarta-feira.

"Os resultados do estudo marcam um passo importante nesta jornada histórica de oito meses para apresentar uma vacina capaz de ajudar a acabar com esta pandemia devastadora", afirmou Albert Bourla, CEO da Pfizer.

Esta notícia surge uma semana depois de a gigante farmacêutica norte-americana ter anunciado os resultados preliminares da fase final dos testes clínicos, que mostravam que a vacina que desenvolveu com juntamente com a alemã BioNTech apresentava mais de 90% de eficácia após a segunda dose.

A empresa solicitará a autorização de comercialização dentro de alguns dias à Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos. "Estamos muito perto de solicitar uma autorização de utilização de emergência", disse Bourla.

A Pfizer já tinha anunciado que espera entrar em contacto com a FDA, a autoridade de segurança alimentar e de medicamentos nos EUA, para solicitar uma autorização de utilização de emergência até à terceira semana de novembro, o que significa que o anúncio pode demorar alguns dias.

O FDA impôs aos fabricantes de vacinas covid-19 a exigência de pelo menos dois meses de acompanhamento com voluntários após a segunda dose, tomada 28 dias após a primeira, para garantir que os medicamentos sejam seguros.

Vacina da Moderna com quase 95% de eficácia

Na segunda-feira, a Moderna e o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos anunciaram resultados preliminares semelhantes em relação ao ensaios clínicos da vacina que estão a desenvolver, referindo que o fármaco foi quase 95% eficaz contra a infeção pelo novo coronavírus.

Ambos usam a tecnologia de mRNA (ácido ribonucleico mensageiro) para entregar material genético ao corpo que faz com que as células humanas criem uma proteína a partir do vírus.

Isso treina o sistema imunológico para estar pronto para atacar caso detete o SARS-CoV-2, responsável pela covid-19.

Haverá doses suficientes para imunizar 20 milhões de norte-americanos em dezembro

Outras vacinas que estão na fase final de ensaios clínicos, como a que está a ser desenvolvida pela Johnson & Johnson e outra pela Universidade de Oxford, em parceria com a AstraZeneca, usam vírus modificados para fornecer material genético para o mesmo propósito.

Nenhuma vacina de mRNA foi aprovada, mas Anthony Fauci, o principal cientista de doenças infecciosas dos Estados Unidos, disse à AFP na terça-feira que a tecnologia agora "estabeleceu-se".

Bourla disse ao site de notícias de saúde Stat que estava aliviado pelo sucesso de outra vacina e esperava que muitos mais entrassem na corrida porque a necessidade global é terrível.

A Moderna disse que espera candidatar-se a uma autorização de ultilização de emergência até 25 de novembro.

Depois da solicitação das empresas, estas autorizações especiais podem ser aprovadas no espaço de semanas.

Moncef Slaoui, chefe da Operação Warp Speed ​​do governo dos EUA para o desenvolvimento de vacinas e tratamento, disse que espera a aprovação na primeira quinzena de dezembro.

Como as empresas financiadas pelo governo já fabricam as suas doses antes da aprovação, Slaoui diz que haverá o suficiente entre a Pfizer e a Moderna para imunizar 20 milhões de norte-americanos em dezembro.

em atualização

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG