Morreu indiana, de 23 anos, incendiada por alegados violadores

A jovem foi atacada por dois dos homens que acusava de violação coletiva em 2018. Foi incendiada com gasolina quando ia testemunhar no tribunal contra os agressores

A jovem indiana de 23 anos estava em estado crítico no hospital, com 70 por cento de queimaduras, depois de ter sido atacada por cinco homens na cidade de Unnao, na Índia, quando se preparava para testemunhar contra dois homens que alegadamente a violaram. Os atacantes agarram-na numa estação de comboios, arrastaram-na, derramaram-lhe gasolina e pegaram-lhe fogo.

Estes homens integravam um grupo de cinco de homens, do estado de Uttar Pradesh,que havia acusado de violação coletiva em 2018, e que tinham sido libertados sob fiança

A mulher, de 23 anos, sofreu ferimentos graves e foi transportada de avião na quinta-feira de Uttar Pradesh para o Hospital Safdarjung, em Nova Deli, onde morreu na sexta-feira de paragem cardíaca, de acordo com o chefe da unidade de queimados daquela instituição de saúde, Shalab Kumar.

A morte da mulher ocorreu no mesmo dia em que a polícia do estado de Telangana, no sul do país, matou quatro homens suspeitos de violarem e matarem uma veterinária de 27 anos.

Os homens tinham sido levados para o local onde supostamente aconteceu a violação para ser feita uma reconstituição do crime, mas, segundo a polícia, tentaram fugir e conseguiram mesmo tirar armas as agentes, provocando o tiroteio, fatal para os suspeitos.

A Comissão Nacional de Direitos Humanos, um órgão autónomo do parlamento da Índia, anunciou na sexta-feira o envio de uma missão de investigação à cena do crime, em resposta a dúvidas de deputados da oposição sobre as circunstâncias das mortes dos suspeitos.

De acordo com os últimos dados oficiais, mais de 33.000 violações foram registadas no país em 2017, dos quais mais de 10.000 foram cometidos sobre vítimas menores.

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