Cimeira Putin-Kim confirmada pela Rússia

O porto russo de Vladivostok, a cem quilómetros da fronteira com a Coreia do Norte é considerado o lugar mais provável para o encontro dos dois líderes.

O Kremlin confirmou esta segunda-feira que está a ser preparada uma cimeira entre o Presidente russo, Vladimir Putin, e o líder norte-coreano Kim Jong-un, mas não foi adiantada uma data para o primeiro encontro entre os dois governantes.

"Posso confirmar que está a ser preparada a reunião. Na realidade, há já algum tempo que o estamos a dizer", declarou o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, citado pela agência de notícias Interfax.

De acordo com a agência de notícias Yonhap, Kim poderia encontrar-se com Vladimir Putin na próxima semana, se o Presidente russo viajar ao extremo oriente da Rússia, região próxima do território norte-coreano.

Peskov disse que a imprensa será informada "assim que houver total clareza sobre a data e o local da reunião".

Putin vai participar no fórum sobre a nova Rota da Seda da China, a ser realizada em Pequim, entre 26 e 27 de abril, por isso é possível que o líder russo venha a reunir-se com Kim na ida ou no regresso da sua viagem à China.

Nas últimas semanas, aumentaram os contactos entre Moscovo e Pyongyang, facto que vários meios de comunicação interpretaram como um sinal claro da proximidade da cimeira entre Putin e Kim.

O porto russo de Vladivostok, a cem quilómetros da fronteira com a Coreia do Norte, é considerado o lugar mais provável para o encontro dos dois líderes.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.