Estado alemão adquire 23% da empresa que desenvolve vacina para o covid-19

O governo de Angela Merkel investiu 300 milhões de euros na CureVac, que já tinha recebido uma proposta de exclusividade por parte dos Estados Unidos.

O Estado alemão adquiriu uma participação de 23% na empresa biofarmacêutica CureVac, que tem uma das investigações mais desenvolvidas do mundo para a vacina contra o covid-19.

O executivo de Angela Merkl investiu 300 milhões de euros, que foram financiados pelo Banco de Crédito Alemão para a Reconstrução e Desenvolvimento (KfW).

O objetivo desta entrada do Estado alemão no capital social da empresa tem como objetivo "fornecer segurança financeira à empresa, sem influenciar as decisões nos seus negócios", para que sejam evitados investimentos estrangeiros suspeitos. Entre os quais está o anunciado desejo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, em financiar esta empresa em troca da cedência dos direitos exclusivos da patente da vacina.

Em junho, a CureVac, que é propriedade do presidente do clube de futebol Hoffenheim, recebeu autorização por parte do Instituto Paul Ehrlich para iniciar os ensaios clínicos da vacina em pessoas.

"Esta autorização é o resultado de uma avaliação meticulosa do potencial perfil risco-benefício da possível vacina. O teste de possíveis vacinas em pessoas é um marco importante no caminho para a aprovação de vacinas seguras e eficazes contra o covid-19", declarou aquela instituição no comunicado que validou as experiências médicas.

168 voluntários saudáveis ​​participam da primeira fase do estudo clínico, dos quais 144 vão receber a vacina desenvolvida pela CureVac, que é a segunda empresa alemã a avançar para a fase de testes em humanos, depois da BioNTech.

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