Dirigentes mundiais saúdam morte de Abu Bakr al-Baghdadi

Vários dirigentes mundiais saudaram este domingo a morte do líder do grupo extremista Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, sublinhando todos que a luta contra o terrorismo não está ganha.

O Presidente de França, Emmanuel Macron, considerou a morte de al-Baghdadi "um duro golpe" para o Estado Islâmico, mas frisou que "é apenas uma etapa".

Numa publicação no Twitter, Macron afirmou que "o combate continua" para que "a organização terrorista seja definitivamente derrotada".

"É a nossa prioridade no Levante", afirmou.

A ministra da Defesa francesa, Florence Parly felicitou os Estados Unidos pela operação, apelando ao mesmo tempo para "prosseguir o combate sem tréguas" ao Estado Islâmico.

Em dois tweets publicados pouco depois do anúncio feito pelo presidente norte-americano, Donald Trump, Parly escreveu: "Reforma antecipada para um terrorista, mas não para a sua organização".

No Reino Unido, o primeiro-ministro, Boris Johnson, considerou a morte de al-Baghdadi "um momento importante na luta contra o terrorismo", mas advertiu que o combate ao Estado Islâmico "não acabou".

"A morte de Baghdadi é um momento importante na luta contra o terrorismo, mas a batalha contra o flagelo do Daesh [acrónimo árabe do Estado Islâmico] ainda não terminou", escreveu Boris Johnson na sua conta na rede social Twitter.

"Vamos trabalhar com os nossos parceiros da coligação para acabar com as atividades assassinas e bárbaras do Daesh de uma vez por todas", escreveu ainda.

Também no Twitter, o ministro da Defesa britânico, Ben Wallace, saudou "a ação lançada", afirmando que "o mundo não vai ter saudades de Al-Baghdadi".

"O ISIS [outro dos acrónimos usados para designar o grupo 'jihadista'] é uma das organizações terroristas mais sanguinárias da nossa geração. Os seus dirigentes distorceram o Islão para atrair milhares de pessoas a juntarem-se à sua causa malévola", escreveu Wallace, acrescentando que o Reino Unido tem tido "um papel de liderança" na coligação internacional contra os 'jihadistas' "e vai continuar a fazê-lo".

O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, saudou a morte do líder do grupo extremista, que considerou um "ponto de viragem" na luta contra o terrorismo.

"A morte do líder do Daesh marca um ponto de viragem na nossa luta conjunta contra o terrorismo", escreveu Erdogan no Twitter.

"A Turquia continuará a apoiar os esforços contra o terrorismo, como fez no passado", acrescentou.

Em Israel, o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, considerou também que a morte de Al-Baghdadi é "uma etapa importante", mas "a batalha" contra o terrorismo continua.

"Quero felicitar o presidente Trump por esta realização extraordinária que levou à morte do líder do Estado Islâmico. Esta vitória é uma etapa importante, mas a batalha continua", disse Netanyahu à imprensa à margem de uma visita a uma base militar israelita.

Mais tarde, num comunicado, Netanyahu frisou que para Israel, país que tem fronteira com a Síria, "a eliminação" de al-Baghdadi "é testemunho da nossa determinação, da dos Estados Unidos e da de todos os países livres, no combate às organizações e aos estados terroristas".

A única voz dissonante nas primeiras reações ao anúncio veio de Moscovo, onde o porta-voz do Ministério da Defesa russa, o general Igor Konashenkov, afirmou não dispor de "informações fiáveis" sobre "a enésima morte" de al-Baghdadi, mas apenas "pormenores contraditórios" que suscitam "dúvidas [...] sobre o êxito da operação".

"O Ministério da Defesa russo não dispõe de informações fiáveis sobre as ações das Forças Armadas norte-americanas na zona de distensão de Idlib [...] relativas a uma enésima 'morte'" de Al-Baghdadi, afirmou num comunicado o porta-voz da Defesa russa, o general Igor Konashenkov.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou este domingo a morte de Abu Bakr al-Baghdadi numa operação militar norte-americana no noroeste da Síria.

"Abu Bakr al-Baghdadi está morto", disse Trump numa comunicação ao país na Casa Branca.

Trump disse que o líder do grupo jihadista escondeu-se num túnel durante a operação militar e detonou um colete de explosivos, o que lhe provocou a morte, bem como a três dos seus filhos.

"Morreu como um cão", disse Trump. "Morreu como um cobarde, a fugir e a chorar".

Abu Bakr al-Baghdadi era um dos homens mais procurados do planeta e tinha a cabeça a prémio por 25 milhões de dólares.

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