Diretora de instituto de Wuhan nega responsabilidade sobre pandemia

Wang Yangi admitiu que o instituto "isolou e obteve certos coronavírus de morcegos", num total de "três tipos de vírus vivos", mas cuja semelhança com a covid-19 "é de apenas 79,8%".

O Instituto de Virologia de Wuhan, na China, acusado pelos EUA de deixar escapar o vírus da covid-19, anunciou este domingo ter três tipos vivos de coronavírus de morcego, mas nenhum corresponde à covid-19. As acusações norte-americanas são frequentes, assim como as desmentidos chineses.

No início deste mês, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, pediu uma "investigação" para aprofundar a teoria de o novo coronavírus ter sido transmitido aos humanos a partir de um animal, no mercado da cidade onde são vendidos animais selvagens vivos, a alguns quilómetros de distância das instalações do instituto.

Essas suspeitas são "pura fabricação", disse a diretora do instituto chinês, Wang Yanyi, numa entrevista realizada em 13 de maio e transmitida sábado à noite pela televisão pública CGTN. A responsável do instituto adiantou que, tal "como o resto do mundo", desconhecia que o vírus existia e questionou: "Então, como poderia ele [o vírus] ter escapado do nosso laboratório?".

Wang Yangi admitiu que o instituto "isolou e obteve certos coronavírus de morcegos", num total de "três tipos de vírus vivos", mas cuja semelhança com a covid-19 "é de apenas 79,8%".

Investigadores do instituto de virologia de Wuhan, que estudam alguns dos patógenos mais perigosos do mundo, numa publicada em fevereiro numa revista científica, revelaram que a sequência do genoma do novo coronavírus é 80% semelhante à da SARS, que causou uma epidemia anterior em 2002-29933, e 96% à de um coronavírus de morcego.

A doença covid-19 é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China, dando orrigem a uma pandemia que já matou cerca de 340 mil pessoas e infetou mais de 5,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Em Portugal, morreram 1302 pessoas das 30 471 confirmadas como infetadas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde, no sábado (23 de maio).

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG