Desertor norte-coreano é bom rapaz e gosta de ver o CSI

O soldado foi protagonista de uma fuga digna de um filme de Hollywood. E é esse tipo de programa que gosta de ver

Oh. É assim, pelo nome de família, que ele é conhecido depois de ter sido notícia em todo o mundo por ter desertado da Coreia do Norte para a Coreia do Sul numa fuga digna de um filme de Hollywood, com perseguições, tiros e um resgate. E é suspense policial e aventura que ele gosta de ver na televisão, segunda conta o cirurgião que o operou, uma das poucas pessoas que com ele contacta.

O médico não quer abordar determinados assuntos para não melindrar o soldado, de 24 anos, mas colocou uma bandeira da Coreia do Sul no quarto do hospital, onde este está a recuperar de duas cirurgias em que lhe retiraram cinco balas, e de várias infeções, com parasitas gigantes nos intestinos. "É um bom rapaz", disse o médico John Cook-Jong Lee em entrevista à Reuters.

Os dias de Oh são passados a ouvir música pop sul-coreana e a ver programas de televisão norte-americanos. O thriller Transporter 3, a comédia Bruce, O Todo Poderoso, com Jim Carrey e Morgan Freeman, e a série CSI são os favoritos, segundo contou o cirurgião.

À porta do quarto estão elementos das forças especiais sul-coreanas, que zelam pela segurança do soldado, que já confessou ter pesadelos com a possibilidade de ser devolvido ao regime de Kim Jong-un. "Ele não vai a lado nenhum. Ele vai ficar na Coreia do Sul", lembrou o médico, quando admitiu que da parte das autoridades de Seul há grande urgência em interrogar o soldado.

Depois de ter estado em risco, Oh recupera lentamente. "É um homem forte", disse o cirurgião, admitindo que ficará com algumas cicatrizes e complicações gastrointestinais que exigirão uma dieta cuidada. O médico está mais preocupado com a recuperação psicológica de Oh, que já se mostrou agradecido pela grande quantidade de sangue sul-coreano que recebeu durante as primeiras horas após a deserção.

O comando as Nações Unidas publicou um vídeo que mostra a deserção do soldado norte-coreano, no dia 13, e como alguns soldados de Pyongyang violaram o cessar-fogo que colocou termo à Guerra da Coreia (1950-53) ao atravessar a linha de fronteira durante escassos segundos e a disparar as armas.

Aliás, desde então, os soldados norte-coreanos estão a construir uma vedação naquele local.

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