Madonna junta-se aos líderes mundiais e doa cerca de um milhão de euros

O primeiro-ministro António Costa anunciou que a contribuição portuguesa pública e privada será de 10 milhões de euros no âmbito da angariação de fundos da Comissão Europeia "Resposta global ao covid-19 - conferência de doadores".

A cantora norte-americana Madonna doou um milhão de dólares (917 mil euros) na angariação global de fundos lançada esta segunda-feira pela Comissão Europeia, de um total de 7,4 mil milhões de euros conseguidos para tratar a covid-19.

"Acabei de receber a mensagem de que a Madonna anunciou uma contribuição de um milhão de dólares para a resposta global ao novo coronavírus e isso mostra que a sociedade civil e que os cidadãos devem ser incluídos", anunciou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, numa declaração divulgada no final do primeiro dia da 'maratona' mundial de promessas de doação para tratamentos contra para a covid-19 e, em especial, para ajudar na corrida à produção de uma vacina eficaz contra o novo coronavírus Sars-Cov-2.

Na mensagem em vídeo, a responsável observou que, "apenas no espaço de algumas horas, foi possível recolher promessas de contribuições de 7,4 mil milhões de euros para vacinas, formas de diagnóstico e tratamentos", no âmbito de uma iniciativa que é organizada pela Comissão Europeia e pelos seus parceiros.

"Agradeço-vos a todos. Hoje podemos dizer o mundo está unido contra o novo coronavírus e que o mundo vai ganhar", adiantou Ursula von der Leyen.

A contribuição de Portugal será de 10 milhões de euros

Madonna junta-se, assim, aos líderes mundiais que decidiram fazer contribuições para a angariação de fundos da Comissão Europeia.

Numa iniciativa marcada pela ausência dos Estados Unidos, além dos contributos da generalidade dos países europeus, registam-se doações do Canadá (551 milhões de euros), Japão (762 milhões), Arábia Saudita (457 milhões) e Austrália (200 milhões), entre outros.

A China, país onde começou a pandemia, doou 45 milhões de euros.

Portugal também vai contribuir. O primeiro-ministro, António Costa, anunciou esta segunda-feira que a contribuição portuguesa pública e privada será de 10 milhões de euros no âmbito da "Resposta global ao covid-19 - conferência de doadores", uma iniciativa promovida pela Comissão Europeia

Além das Nações Unidas, de doações de particulares, do contributo da fundação de Bill e Melinda Gates e de instituições, são cerca de 40 os países que já contribuíram.

Entre os Estados-membros da UE, destacam-se os contributos da Alemanha (525 milhões) e França (510 milhões), e entre os países que não fazem parte da União, os de Reino Unido (441 milhões) e Noruega (188 milhões).

A Comissão Europeia anunciou, por seu lado, uma contribuição de mil milhões de euros.

"A corrida para descobrir a vacina para derrotar o vírus não é uma competição entre países, mas o esforço compartilhado mais urgente de nossas vidas", destacou o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

Já o primeiro-ministro japonês apelou à comunidade internacional para que "se unisse para superar a crise".

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que que é vital que, uma vez desenvolvida, a vacina seja tratada como "propriedade pública global".

Objetivo é reunir 7,5 mil milhões

O objetivo inicial era de conseguir 7,5 mil milhões de euros para investigação de tratamentos para a covid-19, pelo que, segundo a Comissão Europeia, já foi "quase" possível atingir este objetivo em promessas de contribuições, devendo ser largamento superado, já que a 'maratona' de mundial de angariação de verbas só termina no final de maio.

Esta verba dos 7,4 mil milhões de euros foi atingida cerca de três horas depois do início da videoconferência de dadores, que arrancou pelas 15:00 de Bruxelas (14:00 em Lisboa), segundo os dados divulgados pelo executivo comunitário no portal da Internet criado para publicar as promessas de contribuições.

Logo duas horas depois do arranque do evento 'online' já tinham sido conseguidos 5,4 mil milhões em compromissos de doações.

Mais de 247 mil mortos em todo o mundo

Esta 'maratona' mundial de angariação de fundos surge após a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras organizações mundiais que operam no setor da saúde terem lançado um apelo conjunto à mobilização para desenvolver um acesso rápido e equitativo a instrumentos de diagnóstico, terapias e vacinas contra o novo coronavírus que sejam seguros, de qualidade, eficazes e a preços acessíveis.

Até final de maio, países, organizações e empresas de todo o mundo são convidados a participar nesta campanha, organizada pela Comissão Europeia e pelos seus parceiros.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 247 mil mortos e infetou mais de 3,5 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de um milhão de doentes foram considerados curados.

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