O presidente da FIFA, Gianni Infantino, classificou esta quarta-feira o Campeonato do Mundo de futebol de 2026 como um “momento de alegria e celebração”, numa intervenção marcada por referências às polémicas que antecedem o arranque da competição, coorganizada por México, Canadá e Estados Unidos.Na véspera do jogo inaugural entre México e África do Sul, no Estádio Azteca, na Cidade do México, o dirigente máximo do futebol mundial mostrou-se entusiasmado com o início da prova, que decorre entre 11 de junho e 19 de julho.“É um momento de alegria, de celebração. Estou muito feliz por ver a bola a rolar em poucas horas”, afirmou Infantino, durante uma conferência de imprensa em que respondeu a questões relacionadas com a organização do torneio e alguns temas políticos associados ao evento.Entre os assuntos abordados esteve a participação do Irão, num contexto de tensões diplomáticas com os Estados Unidos. Apesar das restrições impostas pelas autoridades norte-americanas a elementos da comitiva iraniana, o presidente da FIFA afirmou estar “feliz por ver o Irão no Mundial”, expressando esperança numa “atmosfera positiva” durante a competição.Segundo informação avançada por vários meios internacionais, a seleção iraniana foi obrigada a instalar a sua base em Tijuana, no norte do México, depois de Washington ter concedido vistos apenas a parte da delegação, poucos dias antes da estreia na competição.Infantino comentou igualmente o caso do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, inicialmente previsto para integrar o lote de oficiais do Mundial, mas impedido de entrar nos Estados Unidos. O Departamento de Estado norte-americano justificou a decisão com alegadas ligações a indivíduos suspeitos de pertencerem a organizações terroristas, uma situação que o responsável da FIFA lamentou.“É lamentável o que lhe aconteceu, mas não controlamos tudo”, afirmou o dirigente, reconhecendo os limites da atuação da FIFA perante decisões soberanas dos governos.Outro dos temas abordados foi a situação do jornalista desportivo francês Christophe Gleizes, atualmente detido na Argélia. Infantino manifestou esperança de que o repórter possa beneficiar de um perdão presidencial e chegar ainda a acompanhar a competição.“Espero sinceramente que, num grande ato de humanidade, ele receba um indulto presidencial e que possa até juntar-se a nós durante o Mundial”, declarou.O Mundial de 2026 ficará marcado por um formato inédito, com 48 seleções participantes pela primeira vez na história da competição. A fase de grupos será composta por 12 grupos, seguindo para a fase a eliminar os dois primeiros classificados de cada grupo, bem como os oito melhores terceiros classificados..Infantino defende expulsão de jogadores que tapem a boca em suspeitas de racismo.FIFA reforça combate ao doping no Mundial 2026 e EUA aliviam regras para adeptos estrangeiros