A FIFA confirmou esta quarta-feira, 13 de maio, que o Campeonato do Mundo de 2026 terá um dos programas antidopagem mais abrangentes da história do futebol, numa operação conjunta com as agências antidopagem dos três países anfitriões: Estados Unidos, Canadá e México.De acordo com a entidade máxima do futebol mundial, a Agência Antidopagem dos Estados Unidos (USADA), a Sport Integrity Canada e a Organização Nacional Antidopagem do México (MEX-NADO) irão realizar controlos fora de competição nas semanas que antecedem o torneio, sempre sob coordenação e supervisão da FIFA.Durante a competição, que decorrerá entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, as três organizações irão também disponibilizar agentes especializados para apoiar os controlos antidoping realizados nos dias de jogo e fora deles, em todas as cidades anfitriãs.A FIFA explica que o objetivo passa por garantir uma recolha de amostras uniforme e de elevada qualidade, em conformidade com o Regulamento Antidopagem da FIFA, o Código Mundial Antidopagem e as normas internacionais em vigor.Emilio García Silvero, diretor de Serviços Jurídicos e Conformidade da FIFA, sublinhou que grandes competições internacionais exigem parcerias sólidas entre organizações, considerando que esta colaboração reforça a luta global contra o doping e o compromisso com uma competição justa e transparente.Também os responsáveis das agências nacionais destacaram a importância da cooperação internacional. Travis Tygart, diretor-geral da USADA, afirmou que este tipo de parceria é essencial para assegurar igualdade de condições entre os atletas, enquanto Jeremy Luke, da Sport Integrity Canada, defendeu esforços coordenados para proteger a integridade do desporto. Já Juan Manuel Herrera, da MEX-NADO, considerou que apoiar o programa antidopagem da FIFA representa uma responsabilidade particularmente importante para o México.Entretanto, os Estados Unidos anunciaram igualmente uma flexibilização temporária das regras de entrada no país para adeptos estrangeiros que pretendam assistir ao Mundial de 2026.Segundo o Departamento de Estado norte-americano, será suspensa a exigência de cauções que podiam chegar aos 15 mil dólares para adeptos com bilhete confirmado para jogos da competição e registados no sistema “FIFA Pass”, criado para acelerar os processos de visto relacionados com o torneio.A medida aplica-se apenas a cidadãos de determinados países abrangidos pelo programa de cauções introduzido pelas autoridades norte-americanas para viajantes considerados de maior risco em matéria de permanência ilegal ou segurança.Entre os países afetados encontram-se Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, Senegal e Tunísia, cujas seleções já garantiram presença no Mundial de 2026.A política migratória dos Estados Unidos tem sido alvo de críticas por parte de organizações de direitos humanos e entidades ligadas ao turismo, que alertam para possíveis dificuldades no acesso de adeptos estrangeiros à competição.O Mundial de 2026 será o primeiro da história com 48 seleções e decorrerá numa organização conjunta entre Estados Unidos, Canadá e México..Presidente da FIFA garante que Irão vai participar no Mundial e que jogará nos EUA.FIFA aumenta prémios do Mundial 2026 para valor recorde e Portugal já garantiu cerca de 12 milhões de euros