Vice-campeã do mundo em 2022, a seleção francesa chega ao Mundial de 2026 integrada no Grupo I, onde vai defrontar Senegal, Iraque e Noruega, mantendo o estatuto de uma das principais candidatas à conquista do troféu.A França volta a apresentar-se no Campeonato do Mundo como uma das seleções mais fortes e completas do futebol internacional. A equipa gaulesa construiu, ao longo das últimas duas décadas, uma consistência competitiva rara, marcada pela presença frequente nas fases decisivas das grandes competições. Depois de conquistar o Mundial de 2018 e de atingir novamente a final em 2022, os franceses entram na edição de 2026 com ambição renovada e um plantel que mistura experiência, juventude e enorme profundidade de talento.O historial francês em Campeonatos do Mundo é particularmente forte nas últimas décadas. A seleção conquistou os títulos mundiais de 1998 e 2018, tendo ainda alcançado as finais de 2006 e 2022, consolidando-se como uma das equipas mais consistentes do futebol mundial. Esse sucesso está diretamente ligado à elevada qualidade da formação francesa, considerada uma das melhores do mundo, e à capacidade do país em produzir jogadores de enorme qualidade técnica, física e tática.No Grupo I, a França terá pela frente adversários com características bastante distintas. A estreia acontece diante do Senegal, seguindo-se o duelo frente ao Iraque, antes do encerramento da fase de grupos contra a Noruega. Embora a seleção francesa surja como favorita natural à liderança do grupo, os adversários apresentam argumentos capazes de testar a capacidade de adaptação da equipa logo nos primeiros encontros.Senegal e Noruega deverão representar os maiores desafios à liderança francesa. A seleção senegalesa apresenta intensidade física, velocidade e uma experiência internacional cada vez mais consolidada, refletindo a evolução recente do futebol africano. Já a Noruega surge impulsionada pela qualidade ofensiva liderada por Erling Haaland, uma das maiores referências do futebol mundial, bem como pela criatividade de Martin Ødegaard, capaz de desequilibrar no meio-campo ofensivo. O Iraque, por sua vez, tentará surpreender aproveitando um contexto de menor pressão competitiva.A principal figura da equipa continua a ser Kylian Mbappé. O avançado francês consolidou-se como um dos maiores nomes do futebol mundial e chega ao Mundial de 2026 numa fase de plena maturidade competitiva. A sua velocidade, capacidade de finalização e influência nos momentos decisivos fazem dele uma das grandes referências da competição.No entanto, a França apresenta muito mais do que uma estrela individual. Jogadores como Aurélien Tchouaméni, William Saliba, Jules Koundé, Marcus Thuram e Michael Olise representam uma geração extremamente talentosa e já consolidada ao mais alto nível. Ao mesmo tempo, jovens talentos como Warren Zaïre-Emery, Désiré Doué e Rayan Cherki começam a assumir um papel cada vez mais relevante, reforçando a profundidade de um plantel preparado para manter a seleção francesa entre a elite mundial durante muitos anos.Sob orientação de Didier Deschamps, a França tornou-se uma equipa extremamente pragmática e competitiva. A seleção consegue adaptar-se a diferentes cenários de jogo, alternando entre momentos de domínio através da posse de bola e fases de maior contenção estratégica. A capacidade para explorar transições rápidas continua a ser uma das principais armas da equipa, sobretudo devido à velocidade e mobilidade dos seus jogadores ofensivos.O Mundial de 2026 poderá também assumir um significado especial para os franceses, já que deverá marcar a despedida de Didier Deschamps do comando técnico da seleção, encerrando um ciclo iniciado em 2012 e marcado pela conquista do título mundial em 2018 e pela presença em várias fases decisivas das grandes competições.Com um plantel profundamente talentoso, experiência competitiva e uma nova geração pronta para assumir protagonismo, a França entra no Mundial de 2026 como uma das mais sérias candidatas ao título mundial, procurando recuperar o trono perdido após a derrota na final de 2022.