Necessidade de "acabar com o estigma" do lucro e de apoio às empresas une líderes dos principais bancos
A necessidade de tornar Portugal um país mais "amigo das empresas" foi um dos principais tópicos que uniu, esta quinta-feira, 8 de outubro, os líderes dos sete maiores bancos no país, que se juntaram num debate do “Estado da Nação da Banca” na Money Conference 2026, uma iniciativa organizada pelo Diário de Notícias e pelo Dinheiro Vivo.
O CEO do Millenium BCP, Miguel Maya, apelou a que o país tem de ter "a consciencia alargada de apoiar o tecido empresarial", não colocando em cima das empresas, por exemplo, "a componente social", que deve ser assegurada pelo Estado.
"Se criarmos essas condições para as empresas crescerem, os bancos vão estar disponíveis", acrescentou.
Já Isabel Guerreiro, no mesmo sentido, avisou para a possibilidade da "complacência". "Temos de continuar a melhorar", sublinhou a CEO do Santander Portugal, apontando também que não se deve "ter a vergonha de se dizer que se tem lucros" e de "falar sobre o tema da burocracia".
José Azevedo, do Montepio, sublinhou que os bancos estão disponíveis para investir e estão cá "para conceder crédito" e para "fazer negócio". No mesmo sentido, Sérgio Frade, do Crédito Agrícola, afirmou que os bancos estão cá para "apoiar a economia".
"Agora, o investimento é feito por empresários", avisou porém, sublinhando que "a incerteza obviamente não contribui para essa vontade de investir".
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