Revista de imprensa. Crise da habitação, corpos por reclamar e dívidas das refeições escolares cobradas coersivamente
O Expresso destaca esta sexta-feira que são precisos 10 anos para resolver crise da habitação. " O Banco de Portugal (BdP) estima que, de 2015 a 2025, entre a pressão demográfica e a construção de nova habitação, se tenha acumulado um défice de 300 mil casas. É fácil fazer as contas: ao ritmo atual, cerca de 30 mil casas construídas, serão necessários, pelo menos, dez anos para recuperar o atraso", lê-se.
O semanário avança também que este ano, só em Lisboa, morreram 206 pessoas cujo corpo não foi reclamado. Desses, 15 eram crianças.
O Nascer do Sol, por seu lado, destaca que os estrangeiros não residentes perdem acesso sem custos ao SNS.
O Público destaca como imagem principal as eleições presidenciais no Brasil e puxa pelo Orçamento do INEM, que, segundo escreve, cresce 30% mas depende de seguro por aprovar. "Ministério da Saúde estima aumento de 117 milhões de euros nas taxas INEM, 'sustentado pela expectativa de alargamento da obrigatoriedade de contratação de apólices' habitação e riscos em catástrofes", diz.
O Jornal de Notícias escreve que as câmaras têm milhões de euros por receber de famílias que não pagaram as refeições escolares, sendo que, em muitos casos, as dívidas acabam a ser cobradas coercivamente pelo Fisco.
O Correio da Manhã escreve em destaque na primeira página: "Máfia das falências com vida de luxo". Em causa está o advogado Paulo Topa que, avança o jornal, apoderou-se de imóveis que pertenciam a uma imobiliária falida. Suspeito, que terá lucrado mais de 9,5 milhões com o esquema, está preso e foi agora acusado com mais 68 arguidos.
No Diário de Notícias, além das eleições no Brasil, destaca-se o facto de pela primeira vez a colocação de vagas nos internatos das especialidades médicas ser feita por um sistema informático. "Algoritmo já colocou 161 médicos no internato, mas 'erros' aumentam 'desconfiança no processo'", titula.
O Negócios destaca que o Tribunal de Contas alerta para riscos da nova borla fiscal para "cérebros". "Regime que reduz IRS a 20% para estrangeiros com profissões de alto valor acrescentado abrange sobretudo gestores e diretores. Tribunal de Contas avisa para riscos de aumento de despesa fiscal e abusos. Discussão ganha relevância depois de PS ter proposto suspensão do regime", escreve.
O Eco diz que os Investidores da Unbabel estão em risco de perder benefício fiscal.
