"Graças a Deus, finalmente foi-se!". Trump celebra fim do programa 'The Late Show'

"Graças a Deus, finalmente foi-se!". Trump celebra fim do programa 'The Late Show'

Nas últimas semanas, o apresentador recebeu vários convidados de alto nível, incluindo o ex-presidente Barack Obama, o ator Tom Hanks e a apresentadora Oprah Winfrey. Paul McCartney esteve na despedida.
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O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, comemorou esta sexta-feira, 22 de maio, a última emissão do programa televisivo satírico "The Late Show" da autoria do comediante Stephen Colbert.

"Colbert, finalmente, acabou na CBS. Incrível que tenha durado tanto tempo!", escreveu o líder dos EUA na sua plataforma digital Truth Social.

Para Trump, Colbert estava "sem talento, sem audiência, sem vida (...) como um morto”.

“Qualquer pessoa na rua seria melhor do que aquele completo idiota. Graças a Deus, finalmente foi-se!", escreveu o presidente norte-americano.

O cancelamento do programa, que estava no ar há 33 anos com diferentes apresentadores/autores, foi anunciado no verão e Colbert tinha acusado Trump de subornar os decisores com um acordo de 16 milhões de dólares (cerca de 14 milhões de euros) pela Paramount, empresa que detém a emissora, após disputa sobre a edição de uma entrevista com sua ex-rival na corrida presidencial, Kamala Harris.

Nas últimas semanas, o "The Late Show" recebeu vários convidados de alto nível, incluindo o ex-presidente Barack Obama, o ator Tom Hanks e a apresentadora Oprah Winfrey, tendo todos manifestado apoio face à decisão da CBS de tirar do ar o programa líder de audiências no seu horário.

Na quarta-feira, para o penúltimo programa, o cantor Bruce Springsteen, crítico assumido de Donald Trump, compareceu para demonstrar o seu apoio ao apresentador.

"És o primeiro tipo nos Estados Unidos a perder o programa porque temos um Presidente que não tolera uma piada", disse o célebre compositor.

Na semana passada, Stephen Colbert recebeu também o antigo apresentador e criador do programa, David Letterman, que substituiu em 2015. Em jeito de crítica, os dois subiram ao telhado do edifício e atiraram móveis do estúdio para um grande logótipo da CBS colocado no passeio.

"Podem tirar o programa a um homem", disse David Letterman. "Mas não lhe podem tirar a voz."  

Já a última emissão, na quinta-feira, 21, foi pontuada por piadas acerca do cancelamento do formato.

O derradeiro programa contou com a presença de Paul McCartney, que surgiu depois de o anfitrião ter sugerido que havia conseguido uma entrevista com o papa e de um elemento da equipa ter anunciado que este havia cancelado. O ex-Beatle entrou então em palco e manifestou-se disponível. "Estava aqui na zona. Estava a fazer alguns recdaos", disse.

Colbert e McCartney falaram então da atuação dos The Beatles naquela mesma sala, o Ed Sullivan Theatre, em Nova Iorque, em 1964. Paul McCartney afirmou que tanto ele como os outros três elementos da banda viam os Estados Unidos como a "terra da liberdade" e "a maior democracia". "Era isso, e espero que ainda seja", disse McCartney.

O programa terminou com McCartney a cantar o clássico dos Beatles "Hello, Goodbye" com Colbert nos vocais de apoio.

A CBS insistiu que a decisão de cancelar o "The Late Show" foi puramente financeira, sem relação com os esforços da Paramount, sua empresa-mãe, para obter a aprovação do governo para a sua fusão de 8,4 mil milhões de dólares com a Skydance Media.

Mas muitos, incluindo o apresentador de 62 anos, viram na decisão a mão do presidente norte-americano, em guerra aberta contra os media que considera hostis.

Em várias ocasiões, o Trump considerou a CBS "fora de controlo", chamando a Colbert "um desastre patético" que precisava de ser "tirado de cena".

Desde então, a jornalista e empresária de media Bari Weiss foi nomeada chefe da CBS News, onde promoveu uma reestruturação.

Tal como os seus colegas de outros 'talk shows' noturnos, Stephen Colbert é um acérrimo crítico do presidente republicano, implacavelmente satirizado no ar.

Colbert ficou visivelmente emocionado na semana passada quando foi acompanhado em direto pelos seus colegas e concorrentes de outras estações — Jimmy Kimmel, Seth Meyers, John Oliver e Jimmy Fallon — que lhe prestaram homenagem e expressaram o seu apoio.

O próprio Kimmel foi brevemente afastado do ar em setembro de 2025 pela sua estação, a ABC, após uma reação negativa dos republicanos por um comentário que fez sobre o assassínio do influenciador ultraconservador Charlie Kirk.

Depois de se iniciar no teatro de improviso, Stephen Colbert entrou na carreira televisiva em 1995, antes de se juntar ao "The Daily Show" de Jon Stewart em 1997, encarnando um apresentador conservador reacionário.

Foi com esta personagem que criou o seu próprio programa, "The Colbert Report", em 2005, antes do auge da sua carreira com "The Late Show" dez anos depois.

Para o futuro, Stephen Colbert admitiu lançar um novo programa, sem adiantar pormenores.

Grande fã do universo do autor britânico Tolkien, anunciou ainda que vai escrever com o realizador neozelandês Peter Jackson um novo filme baseado em "O Senhor dos Anéis".

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Colbert diz adeus ao ‘Late Show’ sem medo de Trump
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