Autocarro da Carris Metropolitana
Autocarro da Carris Metropolitana Leonardo Negrão / Global Imagens

Carris Metropolitana reforça frota na AML com 37 autocarros elétricos

Entrada de mais viaturas vai contribuir para aumentar a capacidade da operação e para reduzir o impacto ambiental dos transportes públicos.
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A Carris Metropolitana passa a contar, a partir de sexta-feira, com mais 37 autocarros elétricos, num investimento de 16 milhões de euros, anunciou esta quinta-feira, 15 de outubro, o presidente da Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML).

O anúncio foi feito durante uma cerimónia de apresentação da nova frota da Carris Metropolitana nas instalações da Rodoviária de Lisboa, em Santa Iria de Azóia, no concelho de Loures, que incluiu uma viagem experimental numa das viaturas.

“Precisamos de mais transporte. E temos que oferecer mais transporte”, afirmou o presidente da TML, Carlos Humberto, durante a cerimónia, defendendo o reforço da oferta de transporte público para responder às necessidades da população.

No final, em declarações aos jornalistas, o responsável sublinhou que a entrada de mais viaturas vai contribuir para aumentar a capacidade da operação e para reduzir o impacto ambiental dos transportes públicos.

Contudo, o presidente da TML alertou para as dificuldades em aumentar a oferta devido à falta de espaço nos terminais rodoviários de Lisboa, apontando os casos do Oriente, de Sete Rios e de Entrecampos.

“Todos os terminais estão com dificuldades e, é como eu disse na minha intervenção, nós hoje não estamos a fazer algumas carreiras e alguns horários porque não temos sítio onde parar. Não é seguro”, criticou.

Carlos Humberto indicou ainda que a TML está a procurar autorização do Tribunal de Contas para aumentar a oferta, uma vez que os limites previstos no concurso inicial já não são suficientes para responder às necessidades identificadas.

O responsável prevê que a oferta possa continuar a crescer durante este ano e em 2027, através das alterações na rede, da criação de serviços e do reforço de horários, embora a dimensão desse crescimento dependa das condições de circulação, da disponibilidade de terminais e da existência de motoristas.

O presidente da TML defendeu igualmente a criação de corredores dedicados ao transporte público e a adoção de soluções que permitam melhorar a circulação dos autocarros, incluindo sistemas de prioridade semafórica.

No que respeita à transição energética, Carlos Humberto de Carvalho indicou que os autocarros elétricos representam atualmente cerca de 15% da frota da Carris Metropolitana, uma proporção superior à registada no início da operação.

O responsável apontou como objetivo a eletrificação integral da frota até 2030, reconhecendo, contudo, que a concretização dessa meta depende da capacidade de investimento.

Presente na cerimónia, a secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, enquadrou os 37 autocarros num investimento de 16 milhões de euros, integrado num montante de 45 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) destinado à renovação da frota de transporte público na Área Metropolitana de Lisboa.

Cristina Pinto Dias destacou ainda a importância da renovação da frota para a descarbonização dos transportes, considerando que “cada novo autocarro significa uma viagem limpa”.

A governante sublinhou que o objetivo passa por aumentar a quota de utilização do transporte público para mais de 20% em 2031, no quadro das metas de mobilidade sustentável e de neutralidade climática.

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