A Câmara de Sintra vai condicionar a partir de quinta-feira, 19 de março, os acessos ao centro histórico da vila, limitando o trânsito automóvel particular e determinando o estacionamento dos autocarros turísticos nos parques periféricos do Lourel e Ramalhão.Segundo a autarquia, esta medida temporária de “mobilidade experimental com o objetivo de melhorar o acesso, a segurança de quem vive e trabalha e a experiência de visita a vila de Sintra” decorre até 06 de abril, após o período da Páscoa.“A operação ‘Viver e Visitar a Vila de Sintra’ inclui o reforço da sinalização e a instalação de pontos de controlo operacional em locais estratégicos, assegurando orientação, fiscalização e monitorização contínua”, refere-se numa nota enviada à Lusa.As alterações temporárias de trânsito abrangem as zonas do Ramalhão, São Pedro de Penaferrim e Portela de Sintra e, para facilitar o acesso ao centro histórico, a autarquia recomenda “a utilização dos parques periféricos, como o estacionamento do Lourel, que garantem ligações rápidas ao centro através do uso do transporte público”.Os autocarros turísticos terão um circuito entre o Arco do Ramalhão e o centro histórico, onde apenas podem largar e recolher turistas, tendo que estacionar num terreno no Ramalhão, antes do quartel dos bombeiros de São Pedro.Esse terreno já está destinado pela câmara para os autocarros, mas foi deixando de ser utilizado pelos operadores turísticos.A circulação automóvel também vai ser interditada junto ao hotel da Gandarinha, no sentido da fonte da Sabuga, com exceção para viaturas particulares autorizadas, de residentes e hóspedes de unidades turísticas.O percurso do autocarro 434, que liga os parques de estacionamento periféricos aos monumentos e centro da vila, passa a ter partida e chegada no Lourel, junto das antigas oficinas municipais e do Cemitério de São Marçal, passando pelo interface da estação da CP da Portela, estação ferroviária de Sintra (Estefânea) e parque da Pena.O parque do Lourel, com 543 lugares gratuitos, foi criado após a demolição do antigo complexo oficinal da autarquia, em junho de 2025, e, apesar dos lugares estarem há muito marcados e com vedação, não abriu no anterior mandato por faltar construir casas de banho e instalar iluminação e câmaras de vigilância.Além do Lourel, no parque (norte) da estação da CP da Portela existem 450 lugares gratuitos, o interface ferroviário dispõe de 258 lugares pagos (12 horas de estacionamento por 1,75 euros) e junto ao edifício municipal do Urbanismo situam-se mais 350 lugares gratuitos.O estacionamento à superfície em zona aberta totaliza 1.363 lugares tarifados na vila e zona envolvente (inclui parques), enquanto o estacionamento gratuito na zona envolvente à vila de Sintra somam 1.343 lugares gratuitos.“Foram vários os alertas que a Câmara de Sintra recebeu de residentes, de quem trabalha e visita a vila. Estes alertas dão conta de situações que tínhamos de alterar, não podíamos continuar a adiar”, afirmou, numa declaração enviada à Lusa, o presidente da autarquia, Marco Almeida (PSD).O município, salientou, conta com todos os visitantes “para a utilização dos parques periféricos”.“Os autocarros turísticos devem aceder à vila de Sintra apenas para largar e recolher passageiros. Esta operação só é possível devido ao envolvimento da GNR, Polícia Municipal, Proteção Civil, bombeiros, EMES [Empresa Municipal de Estacionamento de Sintra], Fundação CulturSintra e Parques de Sintra”, apontou Marco Almeida.“Queremos que a vila de Sintra volte a ser um postal ilustrado do nosso país dignificando o selo de qualidade atribuído pela UNESCO”, acrescentou.As alterações começaram a ser preparadas no início do ano e, segundo a autarquia, a operação “vai ser difundida em três línguas: português, inglês e espanhol”.No centro histórico, “vai haver um posto de comando móvel da GNR e Proteção Civil” e a Polícia Municipal “vai estar ao longo de todo o percurso para encaminhar os automobilistas para os parques periféricos”, garantindo-se “estacionamento para pessoas com mobilidade reduzida”.A câmara informou que, além da presença permanente de viaturas dos bombeiros, vão atuar “equipas à civil das forças de segurança nos pontos mais sensíveis e de maior afluência turística e junto à estação da Portela de Sintra”.