Zelensky vai encontrar-se com Biden para apresentar "plano para a vitória"

Zelensky vai encontrar-se com Biden para apresentar "plano para a vitória"

O encontro vai realizar-se ainda este mês. O presidente ucraniano revelou ainda que regressaram à Ucrânia 49 prisioneiros de guerra detidos pela Rússia.
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Volodymyr Zelensky, presidente ucraniano, afirmou esta sexta-feira que irá encontrar-se com o homólogo norte-americano Joe Biden ainda este mês, para lhe apresentar "um plano de vitória" da Ucrânia contra a Rússia.

"O nosso encontro com o Presidente Biden está agendado para este mês. Vou apresentar-lhe um plano para a vitória. Um conjunto de soluções interligadas que darão à Ucrânia poder suficiente, coisas suficientes, para colocar esta guerra no caminho da paz", disse numa conferência em Kiev.

Em dificuldades no terreno, confrontada com uma vasta ofensiva no leste, a Ucrânia pede ao Ocidente que a autorize a atacar alvos militares em solo russo e que a ajude a abater mísseis apontados ao seu território.

Mas os norte-americanos e os europeus temem que isso possa levar Moscovo a uma escalada e a um confronto direto.

Zelensky marcou para Kiev a apresentação do seu plano para acabar com a guerra numa cimeira de paz em novembro, para a qual a Rússia deverá ser convidada.

Biden e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, deverão manter hoje conversações sobre o assunto.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia contra cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado alvos em território russo próximos da fronteira e na península da Crimeia, ilegalmente anexada em 2014.

Já no terceiro ano de guerra, as Forças Armadas ucranianas confrontaram-se com falta de soldados e de armamento e munições, apesar das reiteradas promessas de ajuda dos aliados ocidentais, que começaram entretanto a concretizar-se.

As negociações entre as duas partes estão completamente bloqueadas desde a primavera de 2022, com Moscovo a continuar a exigir que a Ucrânia aceite a anexação de uma parte do seu território.

Regressaram à Ucrânia 49 prisioneiros de guerra detidos pela Rússia

O dia foi ainda marcado pelo anúncio de Zelensky sobre o regresso à Ucrânia de 49 prisioneiros de guerra detidos pela Rússia, incluindo antigos combatentes da Azovstal, a siderurgia sitiada pelo exército russo em Mariupol (sudeste) na primavera de 2022.

"49 ucranianos [militares e civis] regressaram a casa", declarou o chefe de Estado ucraniano na rede social Telegram, acompanhando a mensagem com fotografias dos soldados, incluindo mulheres, envoltos em bandeiras ucranianas azuis e amarelas, já em território da Ucrânia.

"Obrigado a toda a nossa equipa, que consegue libertar prisioneiros e reféns do cativeiro russo", disse Zelensky na mensagem, referindo-se aos civis capturados pelas forças russas nos territórios ocupados, que, por vezes, entram nestas trocas de soldados entre Kiev e Moscovo.

O chefe de Estado não especificou, para já, se esta libertação é resultado de uma troca de prisioneiros com a Rússia, mas tudo indica que se trata de nova iniciativa do género, embora Moscovo também nada tenha indicado a este respeito.

Zelensky agradeceu também às unidades do exército ucraniano que capturam soldados russos pelo papel na viabilização destas trocas, aumentando o número de prisioneiros inimigos a serem trocados nestes processos.

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