A vizinha Espanha está a fazer um esforço para baixar os preços praticados no custo de vida, de forma que a guerra no Médio Oriente impacte a vida das famílias menos do que o inicialmente previsto. Tudo somado, estão em causa um total de 80 medidas, umas com foco no efeito imediato, outras com a perspetiva a médio e longo prazo. O total ascende a uma perda de cinco mil milhões de euros dos cofres do Estado espanhol.As várias medidas extraordinárias e temporárias foram aprovadas pelo Governo espanhol, em Conselho de Ministros. Entre elas estão reduções do IVA sobre os combustíveis (de 21% para 10%) e do imposto sobre os hidrocarbinetos, como são o metano e o butano (para 10%), para os quais fica definido um preço máximo.O primeiro ministro espanhol, Pedro Sánchez antevê "uma redução efetiva de até 30 cêntimos por litro" nos combustíveis. Na prática, significa "uns 20 euros de poupança" para atestar um carro, em média.Em simultâneo, passa a limitar os lucros das energéticas, em linha com a exigência da coligação de esquerda Sumar. Acrescem apoios a setores penalizados pela subida do preço dos combustíveis, como é o caso da agricultura, pescas e transportes. Ao mesmo tempo, o executivo de nuestros hermanos quer acelerar a transição energética. Aprovou, por isso, um conjunto de medidas estruturais. É o caso de um corte nos impostos associados à instalação de painéis solares, bombas de calor e pontos de carregamento de carros elétricos. Soma-se ainda a agilização da instalação de infraestruturas ligadas às energias renováveis.Determina ainda que as empresas beneficiadas pelas medidas ficam impedidas de realizar despedimentos. De acordo com o chefe de governo espanhol, "esta guerra já está a afetar o bolso dos cidadãos", sublinhou..Governo aprova descontos de 1,8 cêntimos/litro de gasóleo e 3,3 cêntimos na gasolina.Jerome Powell: Subida do preço da energia vai aumentar inflação “a curto prazo”