Foto: Rodger Bosch / AFP
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Venezuela assina acordo com petrolífera dos EUA para explorar dois campos

A ministra dos Hidrocarbonetos anunciou ainda uma aliança com uma multinacional tecnológica para o desenvolvimento de um "estudo integrado de reservatórios" de petróleo e gás natural na Venezuela.
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A Venezuela assinou um contrato com a empresa norte-americana Hunt Oil para o desenvolvimento de dois campos de petróleo e gás no leste do país sul-americano, anunciou a ministra dos Hidrocarbonetos, Paula Henao.

A ministra, que lidera uma delegação em visita aos Estados Unidos (EUA), afirmou na terça-feira que se trata de um contrato de participação na produção para "o desenvolvimento e o aproveitamento da produção nos campos de Caro e Carisito".

Em entrevista à emissora estatal Venezolana de Televisión, Henao afirmou que a Hunt Oil é "uma empresa com provas dadas", que "procurará recuperar a produção" nos dois campos.

A ministra anunciou ainda uma aliança com a multinacional tecnológica SLB (antiga Schlumberger) para o desenvolvimento de um "estudo integrado de reservatórios" de petróleo e gás natural na Venezuela.

Os acordos foram assinados em Houston, no estado do Texas, no sul dos EUA, onde Henao está acompanhada pelo vice-ministro da Geopolítica, Eduardo Ramírez.

O vice-presidente executivo da petrolífera estatal venezuelana PDVSA, Jovanny Martínez, e o encarregado de negócios da Venezuela nos EUA, Johan Álvarez, também estiveram presentes.

A delegação participou na terça-feira num fórum com o subsecretário de Energia dos EUA, Kyle Haustveit, conforme Henao publicou na rede social Instagram.

Em junho, a Venezuela e a SLB assinaram um memorando de entendimento em Caracas para explorar oportunidades de cooperação em serviços de petróleo e gás utilizando "tecnologia de ponta".

A produção venezuelana de crude atingiu uma média de 1,2 milhões de barris por dia em julho, um aumento de 1,09% em relação a junho, apesar do impacto de do duplo sismo que fez pelo menos 6.438 mortos no norte do país em 24 de junho.

Segundo dados oficiais, a produção aumentou 29,8% desde janeiro, quando estava a 924 mil barris por dia.

Isto depois de os EUA, que tinham imposto um bloqueio aos petroleiros sancionados que entravam e saíam da Venezuela, terem capturado o Presidente Nicolás Maduro, numa operação militar em Caracas.

Desde então, o país sul-americano abriu-se ao investimento estrangeiro em setores estratégicos como o petróleo, a mineração e a eletricidade, no meio de uma estreita colaboração com os EUA, cujo presidente, Donald Trump, descreveu recentemente a relação bilateral como excelente.

Em fevereiro, o Departamento do Tesouro dos EUA emitiu licenças que permitiram a empresas como a Chevron, BP, Eni, Shell e Repsol retomar as operações na Venezuela e abriram caminho a novos investimentos no setor do petróleo e gás.

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Produção venezuelana subiu para 1,2 milhões de barris/dia após captura de Maduro
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