Foto de Pietro Parolin na passaigem por Lisboa.
Foto de Pietro Parolin na passaigem por Lisboa.MIGUEL A. LOPES / Lusa

Vaticano confirma que tentou evitar "derramamento de sangue" na Venezuela

Pietro Parolin acrescentou que o Vaticano sempre apoiou “uma solução pacífica”, mas deparou-se “com um facto consumado, com uma situação de facto”.
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O secretário de Estado do Vaticano confirmou que a Santa Sé trabalhou para conseguir uma solução para a Venezuela “que evitasse derramamento de sangue, inclusive um acordo com Maduro e outros representantes do regime, mas não foi possível”. “Tentámos o que também apareceu em alguns jornais”, disse Pietro Parolin.

Parolin acrescentou que o Vaticano sempre apoiou “uma solução pacífica”, mas deparou-se “com um facto consumado, com uma situação de facto”. As declarações são de sábado, 17 de janeiro, à margem de um evento, numa referência indireta ao que o Washington Post escreveu sobre a sua intervenção para conseguir um salvo-conduto para Nicolás Maduro, antes de ele ser detido pelos Estados Unidos.

O secretário de Estado do Vaticano explicou que a situação na Venezuela “é de grande incerteza” e desejou que “evolua para a estabilidade, para uma recuperação económica, porque a situação é muito precária, [e porque] as pessoas sofrem”. O número dois do Vaticano afirmou também que agora “é necessária uma democratização do país”.

Embora Parolin não tenha dado detalhes, o jornal The Washington Post publicou no dia 09 de janeiro que a Santa Sé teria tentado negociar uma oferta de asilo na Rússia para o presidente venezuelano. O Papa Leão XIV aludiu em várias ocasiões à crise na Venezuela, a última na sexta-feira, durante seu discurso perante o corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé, quando pediu que se respeitasse a vontade do povo venezuelano e se procurassem soluções pacíficas.

Em 03 de janeiro, as forças militares norte-americanas atacaram Caracas e três regiões próximas da capital, capturando Maduro e a sua mulher, que foram levados para Nova Iorque, onde serão julgados por acusações relacionadas com narcoterrorismo. A então vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência interina dois dias após o ataque, por ordem do Supremo Tribunal de Justiça.

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