Vaga de protestos na Europa. Canhões de água usados em Paris após 135 detidos. Gás lacrimogéneo em Bruxelas
O ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, anunciou que a polícia deteve 135 pessoas no âmbito dos protestos que decorrem em todo o país e apreendeu várias armas, como esferas metálicas, chumbos, fogo de artifício, fisgas, bolas de aço, armas improvisadas e uma katana.
Em conferência de imprensa ao final da manhã, Laurent Nuñez disse que a polícia registou até então 136 protestos, menos do que os 264 no sábado anterior, e 35 mil manifestantes, contra os 60 mil do passado sábado e não tinha sido registado, até àquele momento, "nenhum incidente grave".
Entretanto iniciou-se a manifestação Ato II, partindo da Porta de Itália para a Praça de Vincennes, um caminho imposto pelas autoridades e que evita a zona da Bastilha e o centro da cidade.
Nesta manifestação participam mais de cem mil pessoas, avançou a polícia.
Apesar de se ter iniciado "de forma calma", pelas 14h00 locais (menos uma hora em Lisboa) segundo as autoridades, a tensão rapidamente aumentou tendo as autoridades utilizado canhões de água, para dispersar alguns focos de violência.
Gás lacrimogéneo em Bruxelas
A polícia belga usou este sábado à tarde gás lacrimogéneo contra os jovens que derrubaram o cordão policial que impedia os manifestantes de terem acesso às principais ruas do centro de Bruxelas.
O protesto contra aumento do custo de vida e dos combustíveis começou junto à Estação Central por volta das 14h00 locais (13h00 em Lisboa) de forma pacífica, mas cerca de 300 jovens, quando a manifestação estava próxima do centro de Bruxelas, derrubaram o cordão policial para tentarem chegar às principais ruas.
Segundo a imprensa belga, a polícia respondeu com gás lacrimogéneo e tentou bloquear o acesso a várias ruas.
Várias lojas fecharam, com as montras protegidas, após os atos de vandalismo da semana passada.
25 mil nas ruas em Madrid
Os cerca de 25 mil manifestantes registados pelas autoridades madrilenas, segundo a AFP, fizeram um percurso desde a estação de Atocha e a rua Alcalá, passando pelo Museu do Prado e a praça de Cibeles.
Em Madrid, na praça da Puerta del Sol, há também uma acampada pelo direito à habitação que entra hoje no 28.º dia.
Os protestos decorrem igualmente em Itália contra o aumento do custo de vida, os baixos salários e o aumento da despesas com a Defesa. As autoridades reforçaram a segurança nas principais cidades, como Roma e Milão, uma semana depois dos tumultos no norte do país.
Em Tirana, na Albânia, os jovens estudantes continuam na rua contra as más condições de ensino e a falta de oportunidades.
Em Lisboa arrancou às 15 horas uma manifestação sob o lema "Não temos casa, montamos tendas!". Saiu do Marquês de Pombal tendo como objetivo o Rossio, onde, desde o passado sábado, uma acampada tem reivindicado medidas para resolver a crise da habitação.
Com Lusa

