UE vai reforçar sanções a oligarcas russos e bancos da Bielorrússia

Os embaixadores dos 27 junto da UE (Coreper II) aprovaram hoje "novas sanções a dirigentes e oligarcas russos e membros das suas famílias implicados na agressão russa contra a Ucrânia".

A União Europeia (UE) concordou esta quarta-feira reforçar as sanções decretadas no âmbito da invasão da Ucrânia pela Rússia, visando nomeadamente oligarcas russos e três bancos da Bielorrússia, o que será formalizado rapidamente por procedimento escrito.

Segundo uma mensagem divulgada pela presidência rotativa francesa do Conselho da União na rede social Twitter, os embaixadores dos 27 junto da UE (Coreper II) aprovaram hoje "novas sanções a dirigentes e oligarcas russos e membros das suas famílias implicados na agressão russa contra a Ucrânia".

De acordo com um comunicado da Comissão Europeia, que já veio saudar a decisão, as sanções passam a abranger 14 oligarcas e homens de negócios proeminentes, envolvidos em setores económicos que são uma importante fonte de rendimentos para Moscovo (nomeadamente indústrias metalúrgicas, agrícolas, farmacêuticas, de telecomunicações e digitais) e mais 146 membros do Conselho da Federação Russa, que ratificou decisões governamentais relativas à Ucrânia.

Atualmente, as medidas restritivas da UE aplicam-se a um total de 862 pessoas e 83 entidades.

O Coreper II chegou ainda a acordo sobre a exclusão de três bancos bielorussos do sistema SWIFT - através do qual são processadas a maioria das transações interbancárias internacionais, como ordens de pagamento e transferências.

Para a Bielorrússia, as medidas abrangem também os ativos criptográficos pelo âmbito dos "valores mobiliários transferíveis" e expandem ainda mais as restrições financeiras existentes, espelhando as medidas já em vigor relativamente às sanções russas.

A presidência francesa da UE anunciou igualmente um acordo sobre sanções visando o setor marítimo.

Estas medidas restritivas serão adotadas pelo Conselho através de procedimento escrito, de modo que possam ser rapidamente publicadas no Jornal Oficial da UE, entrando em vigor.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 406 mortos e mais de 800 feridos entre a população civil e provocou a fuga de mais de dois milhões de pessoas para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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