A chefe da diplomacia da União Europeia (UE) anunciou esta quinta-feira, 4 de junho, anunciou mais 100 milhões de euros para as Forças Armadas do Líbano, isto depois de o país ter chegado a acordo para um cessar-fogo com Israel. "A melhor forma de reduzir a ameaça representada pelo Hezbollah é fortalecer o Estado libanês, capacitar as suas instituições e restaurar o seu monopólio sobre o uso da força", justificou Kaja Kallas, alta representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, sobre a medida adotada pelo Conselho Europeu.Considerou que o "mais recente cessar-fogo entre Israel e o Líbano oferece uma oportunidade para evitar o regresso a hostilidades em grande escala", apesar da "fragilidade" desta trégua, evidenciada pelas ofensivas dos dois países e pela morte de um militar da UNIFIL (Força Interina das Nações Unidas) no sul do Líbano.Perante este contexto, realça, por isso, a necessidade de ajudar o Estado libanês "a desarmar atores não estatais como o Hezbollah". "A melhor forma de eliminar a ameaça do Hezbollah é reforçar o Estado, as instituições e a soberania do Líbano. O financiamento hoje anunciado contribui para isso", destaca a chefe da diplomacia europeia."Para apoiar este esforço, a UE concordou hoje em disponibilizar mais 100 milhões de euros às Forças Armadas do Líbano", anunciou numa mensagem publicada nas redes sociais..Com este apoio sobe para 182 milhões de euros o valor do auxílio total do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz (MEAP) ao Líbano, refere o comunicado do Conselho Europeu. Este pacote, não letal, foi concebido para reforçar as capacidades das Forças Armadas libanesas "em cinco domínios chave, através do fornecimento de equipamento militar e formação: controlo territorial, consciência situacional multidomínio, segurança marítima, proteção de instalações militares críticas e cuidados de saúde", lê-se na nota.Israel e o Líbano concordaram com um cessar-fogo, que resultou de negociações mediadas pelos Estados Unidos. O entendimento entre os dois países estabelece a paralisação dos ataques do Hezbollah e contempla ainda a criação de zonas‑piloto onde o Exército libanês teria controlo exclusivo do território, excluindo forças não estatais.O Hezbollah já veio, no entanto, rejeitar esta trégua, exigindo a retirada israelita do território. O líder do movimento pró-iraniano, Naim Qassem, considerou o cessar-fogo anunciado como uma “rendição" e uma "derrota à concretização dos objetivos do inimigo” e exigiu o "fim da agressão"..Israel e Líbano chegam a acordo para cessar-fogo mas ministro de Netanyahu contesta.Hezbollah rejeita cessar-fogo entre Israel e Líbano e exige retirada israelita do território