Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europeia
Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União EuropeiaEPA/OLIVIER HOSLET

UE anuncia 100 milhões de euros para as Forças Armadas do Líbano para "fortalecer Estado libanês" e combater ameaça do Hezbollah

Embora frágil, o acordo de cessar-fogo entre Israel e o Líbano "oferece uma oportunidade para evitar o regresso a hostilidades em grande escala", considera a chefe da diplomacia europeia.
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A chefe da diplomacia da União Europeia (UE) anunciou esta quinta-feira, 4 de junho, anunciou mais 100 milhões de euros para as Forças Armadas do Líbano, isto depois de o país ter chegado a acordo para um cessar-fogo com Israel.

"A melhor forma de reduzir a ameaça representada pelo Hezbollah é fortalecer o Estado libanês, capacitar as suas instituições e restaurar o seu monopólio sobre o uso da força", justificou Kaja Kallas, alta representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, sobre a medida adotada pelo Conselho Europeu.

Considerou que o "mais recente cessar-fogo entre Israel e o Líbano oferece uma oportunidade para evitar o regresso a hostilidades em grande escala", apesar da "fragilidade" desta trégua, evidenciada pelas ofensivas dos dois países e pela morte de um militar da UNIFIL (Força Interina das Nações Unidas) no sul do Líbano.

Perante este contexto, realça, por isso, a necessidade de ajudar o Estado libanês "a desarmar atores não estatais como o Hezbollah". "A melhor forma de eliminar a ameaça do Hezbollah é reforçar o Estado, as instituições e a soberania do Líbano. O financiamento hoje anunciado contribui para isso", destaca a chefe da diplomacia europeia.

"Para apoiar este esforço, a UE concordou hoje em disponibilizar mais 100 milhões de euros às Forças Armadas do Líbano", anunciou numa mensagem publicada nas redes sociais.

Com este apoio sobe para 182 milhões de euros o valor do auxílio total do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz (MEAP) ao Líbano, refere o comunicado do Conselho Europeu. Este pacote, não letal, foi concebido para reforçar as capacidades das Forças Armadas libanesas "em cinco domínios chave, através do fornecimento de equipamento militar e formação: controlo territorial, consciência situacional multidomínio, segurança marítima, proteção de instalações militares críticas e cuidados de saúde", lê-se na nota.

Israel e o Líbano concordaram com um cessar-fogo, que resultou de negociações mediadas pelos Estados Unidos. O entendimento entre os dois países estabelece a paralisação dos ataques do Hezbollah e contempla ainda a criação de zonas‑piloto onde o Exército libanês teria controlo exclusivo do território, excluindo forças não estatais.

O Hezbollah já veio, no entanto, rejeitar esta trégua, exigindo a retirada israelita do território. O líder do movimento pró-iraniano, Naim Qassem, considerou o cessar-fogo anunciado como uma “rendição" e uma "derrota à concretização dos objetivos do inimigo” e exigiu o "fim da agressão".

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