Em Londres, Volodymyr Zelensky anunciou esta terça-feira, 17 de março, que a Ucrânia enviou para o Médio Oriente 201 militares especialistas no combate a drones para ajudar os países aliados que tem sido afetados pela retaliação do Irão à operação militar conjunta dos EUA e de Israel. Mais 34 militares estão "prontos para serem mobilizados" para a região, adiantou.No parlamento britânico, o presidente ucraniano afirmou que as equipas já estão nos Emirados Árabes Unidos, no Qatar, na Arábia Saudita e "a caminho do Kuwait". "Estamos a trabalhar com vários outros países", adiantou, referindo-se a "acordos" que "já estão em vigor."O envio destes especialistas militares para o Médio Oriente foi "a pedido dos nossos parceiros, incluindo os Estados Unidos", revelou Zelensky. “Não queremos que este terror do regime iraniano contra os seus vizinhos tenha sucesso”, argumentou, alertando para o perigo que representa a parceria entre a Rússia e o Irão. "São especialistas militares, que sabem como ajudar, como se defender contra os drones Shahed [de fabrico iraniano]", explicou o presidente ucraniano no parlamento britânico, onde pediu para se manter a pressão sobre a Rússia, que iniciou há mais de quatro anos uma invasão de larga escala da Ucrânia.No fundo, está a ser disponibilizada a já longa experiência dos soldados ucranianos no combate aos drones lançados pelas forças de Moscovo, que têm utilizado os iranianos Shahed, que agora ameaçam os céus de vários países do Golfo.Aliás, de acordo com o Kyiv Post, o presidente ucraniano sublinhou que o país está pronto para alargar acordos semelhantes a outros aliados, no âmbito de uma cooperação prática na defesa contra drones, mas também em parcerias de segurança mais profundas no futuro.“Não creio que alguém queira deixar as capacidades e a força comprovadas em combate da Ucrânia fora da sua segurança”, disse Zelensky, citado pelo jornal ucraniano. “Se alguém o fizer, não será sensato", considerou. .Seguro transmitiu a Zelensky “contínuo e inabalável” apoio de Portugal. Líderes falaram na reconstrução da Ucrânia e na adesão à UE