Todos os 27 países da União Europeia aprovaram a abertura do primeiro grupo de negociações de adesão com a Ucrânia, confirmou esta quinta-feira, 4 de junho, a primeira-ministra ucraniana, Yuliia Svyrydenko. “Estamos um passo mais perto da adesão à UE: a avançar firmemente na direcção do nosso objetivo”, escreveu a governante nas redes sociais, agradecendo ao Chipre, que ocupa atualmente a presidência rotativa do Conselho da União Europeia, e a todos os membros do bloco “por manterem o ritmo e apoiarem a escolha europeia da Ucrânia”.Esta “luz verde” - que abre também abrir caminho à adesão da Moldávia, que apresentou a sua candidatura em simultâneo com a Ucrânia, o que significa que Chisinau só avança se Kiev o fizer - só foi possível graças à mudança de posição da Hungria, que abandonou a oposição dos tempos de Viktor Orbán à candidatura da Ucrânia, após um entendimento entre Budapeste e Kiev sobre os direitos da minoria de língua húngara no território ucraniano da Transcarpátia.“Em apenas três semanas, conseguimos o que Viktor Orbán e seu governo falharam conseguir em dez anos”, afirmou o primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, na quarta-feira à noite, notando que o acordo “é o resultado de várias semanas de negociações intensivas em nível técnico entre a Hungria e a Ucrânia”.Magyar notou os compromissos agora alcançados serão incorporados pela Ucrânia no seu sistema legal “um futuro próximo” e que Kiev também os incluirá no plano de ação submetido à UE, o que levou assim ao apoio de Budapeste ao primeiro cluster das negociações para a adesão ao bloco. “A Hungria continua a opor-se à adesão acelerada à UE. Se a Ucrânia conseguir fechar todos os 33 capítulos de adesão nos próximos 10 a 15 anos, a Hungria apoiará a adesão da Ucrânia, sujeita a um referendo legalmente vinculativo”, notou, porém, o líder húngaro, repetindo o que já havia dito anteriormente.De acordo com o Politico, a abertura do primeiro cluster de negociação - para a qual é precisa uma unanimidade dos 27 - está prevista para uma conferência de ministros dos Negócios Estrangeiros no Luxemburgo, no dia 15. “Fizemos a nossa parte do trabalho. E agora, cabe à UE dar o próximo passo”, escreveu esta quinta-feira nas redes sociais o presidente ucraniano, afirmando que “a nossa equipa está em contacto diário com a União Europeia”. No mesmo dia, os líderes da diplomacia dos 27 deverão ainda discutir a imposição de sanções a quatro empresas chinesas que auxiliam a “frota fantasma” da Rússia, fornecendo produtos químicos às forças armadas russas e componentes que Moscovo utiliza para construir drones de ataque. Esta não será a primeira vez que a UE inclui entidades chinesas nos pacotes de sanções, mas surgem quando está prevista para terça-feira uma reunião entre o comissário do Comércio, Maros Sefcovic com o enviado comercial chinês Li Chenggang. De recordar que, na terça-feira, após mais um ataque russo contra várias cidades ucranianas que matou mais de 20 pessoas, Volodymyr Zelensky acusou de “cumplicidade absolutamente real nos assassinatos” de ucranianos “aqueles que trabalham para a Rússia, que lhe fornecem dinheiro, que ajudam a contornar as avaliações e a não procurar apenas um ou dois, mas milhares de componentes, sem os quais a produção militar russa simplesmente pararia”. .Zelensky acusa países que ajudam a Rússia de “cumplicidade nos assassinatos” de ucranianos.Zelensky elogia aprovação de empréstimo europeu para a Ucrânia