O antigo primeiro-ministro grego Alexis Tsipras, que deixou o Syriza em outubro, regressou esta terça-feira, 26 de maio, à política ativa com o anúncio, em Atenas, do seu novo partido, o ELAS-Aliança da Esquerda Grega. Formação que diz oferecer uma “bússola para uma nova Grécia” e um “novo patriotismo indissociavelmente ligado à justiça social”.“Aspiramos a ser a resposta à deceção. Tomar o destino da pátria nas nossas próprias mãos. A pátria precisa de um choque de honestidade e de democracia. Necessita de uma nova transformação”, disse o político de 51 anos, que governou a Grécia entre 2015 e 2019.Já a pensar nas eleições de 2027, Tsipras sublinhou que a sua declaração “marca o início de um novo esforço coletivo para criar uma ampla aliança progressista”, ressalvando que o partido representa a convergência “das três correntes históricas” da esquerda moderna - “a esquerda radical, a social-democracia e a ecologia política”. O ELAS está assente em sete compromissos, enumerados por Tsipras durante a apresentação, assistida por uma pequena multidão no local, no centro de Atenas, e por milhares em direto via online. Estes compromissos passam por uma “Grécia resiliente”, onde se pode “viver com dignidade” numa “democracia forte” com uma “economia forte” e um “Estado de direitos sociais, contra a especulação”, mas também de “soberania digital”. “Estamos comprometidos com uma Grécia forte que defende os seus direitos e constrói pontes”, sublinhou Tsipras..Alexis Tsipras regressa à política para tentar unir a esquerda grega