Donald Trump esteve no Pentágono acompanhado pela mulher, Melania.
Donald Trump esteve no Pentágono acompanhado pela mulher, Melania. DANIEL HEUER / EPA / POOL

Trump usa 11 de Setembro para defender guerra no Irão: "Continuamos a enviar terroristas para o inferno"

Presidente dos Estados Unidos começou a sua curta intervenção no Pentágono, um dos alvos dos ataques de há 25 anos, recordando a unidade registada no país após a tragédia.
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Donald Trump aproveitou o seu discurso na cerimónia de homenagem ao 11 de Setembro no Pentágono para defender a guerra que os Estados Unidos estão a travar contra o Irão.

“Em dias como o 11 de Setembro, descobrimos de que é que um país é realmente feito. Estamos a descobrir agora mesmo de que somos feitos”, disse o presidente norte-americano. “Continuamos a enviar terroristas para onde pertencem: para o inferno. E navios-tanque para o fundo do oceano, onde pertencem; e estamos a garantir que o Irão nunca terá uma arma nuclear. A pressão económica aumenta a cada dia. Nós controlamos o estreito [de Ormuz]. Venceremos esta luta".

Trump prestou ainda homenagem às tropas norte-americanas que se encontram atualmente em combate: “Saudamos os militares que trabalham neste momento para garantir que o maior patrocinador do terror no mundo, a República Islâmica do Irão, nunca terá uma arma nuclear.”

Um tom bem diferente do que usou no início da sua intervenção no Pentágono, um dos alvos dos ataques de 11 de setembro de 2001, recordando a unidade registada no país após a tragédia. “Naqueles dias angustiantes após os ataques, vimos o espírito autêntico da nossa nação”, disse Trump ao iniciar o seu curto discurso. “Todos nós éramos nova-iorquinos naquele dia. Cada um de nós. Todos éramos nova-iorquinos. Todos éramos uma família.”

A final da sua intervenção foi também de esperança, com Donald Trump a sublinhar que “o 11 de Setembro lembrou-nos do terrível poder do ódio”.

“Os 25 anos que se seguiram mostraram-nos o poder ainda maior do espírito americano para resistir, prevalecer e vencer”, prosseguiu o presidente dos Estados Unidos. “E hoje, o nosso país está mais forte do que nunca. Nunca esteve tão forte como agora”.

O secretário da Defesa, Pete Hegseth, usou a sua intervenção na cerimónia do Pentágono para fazer uma ligação entre os ataques do 11 de Setembro à guerra dos EUA contra o Irão, afirmando que ambos fazem parte de uma luta religiosa e civilizacional. “Nos últimos seis meses, devastámos o Estado que mais patrocinava o terrorismo no mundo”, disse Hegseth. “Os nossos guerreiros combateram uma teocracia islâmica que desejava a nossa morte há quase meio século, que celebrou o 11 de Setembro, um regime que patrocinou ataques terroristas contra americanos durante décadas, matando milhares de pessoas, incluindo os nossos companheiros no Iraque e no Afeganistão”.

"A luta contra o mal continuou, e continua agora. Prosseguirá até ao Dia do Juízo Final. A nossa única resposta aqui na Terra é a vigilância eterna", disse ainda o líder do Pentágono.

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