Donald Trump, presidente dos EUA.
Donald Trump, presidente dos EUA.Foto: EPA/YURI GRIPAS/POOL

Trump proíbe CNN, MSNOW e Politico de acederem à Casa Branca e ameaça outros media

Presidente dos EUA acusou os três órgãos de comunicação social de "constantes reportagens de fake news" e, mais tarde, ameaçou o New York Times e o Washington Post.
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O presidente norte-americano, Donald Trump, proibiu esta sexta-feira o acesso à Casa Branca aos media CNN, MSNOW (ex-MSNBC) e Politico, e ameaçou fazer o mesmo a outros que divulguem "notícias falsas".

O afastamento dos três media, com efeito "imediato", é "resultado das suas constantes 'reportagens' de FAKE NEWS!", justificou Trump numa publicação na plataforma Truth Social.

"Os meios de comunicação social não deveriam poder escrever ou noticiar constantemente FICÇÃO e MENTIRAS quando cobrem o Presidente dos Estados Unidos, o governo Trump ou os Estados Unidos da América", adiantou.

Na publicação, Trump refere-se à cadeia de televisão CNN como "Fake News CNN" e deixa insinuações em relação à MSNOW - "que recentemente mudou de nome, deixando de ser MSNBC devido à falta de audiência e credibilidade!" - e também ao site noticioso Politico - "que recebeu um contrato de assinatura ilegal e ridículo de 8 milhões de dólares, um recorde absoluto, diretamente do governo, por ordens do corrupto Joe Biden, para se manterem ‘vivos'".

"Para mim, isto parece corrupção!", acusou Trump.

Trump ameaça New York Times e o Washington Post

Na Casa Branca, Trump enfrentou os jornalistas pouco tempo depois desta publicação tendo sido questionado sobre a decisão. Em resposta às várias questões, o presidente norte-americano disse estar "cansado" de ler "fake news" e insistiu que podem que outros se podem "juntar" à lista.

"O New York Times é fake news, o Washington Post é fake news. São ambos jornais de má qualidade", explicitou o líder, dizendo apenas que, por enquanto, só não seriam exibidos na Casa Branca.

Sobre o timing da decisão, dois anos após o início do seu segundo mandato, o presidente dos EUA disse que foi por "nenhuma razão" em particular. "São só as histórias cumulativas dos últimos dois anos", acrescentou, dizendo que estava "farto".

CNN: Proibição é "violação ilegal de direito fundamental" a noticiar

A estação televisiva de noticias CNN já respondeu ao anúncio feito por Trump, prometendo "apoiar totalmente" a sua equipa de jornalistas que cobre os assuntos da Casa Branca, bem como a sua "cobertura jornalística imparcial e precisa".

"Temos o direito, ao abrigo da Constituição dos EUA, de realizar essa cobertura sem obstáculos nem interferências por parte do governo", acrescentou a CNN, tendo avisado que se a proibição se concretizar será uma "uma violação ilegal desse direito fundamental e protegido pela Constituição".

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