Trump reunido na Casa Branca com 17 diretores das principais petrolíferas.
Trump reunido na Casa Branca com 17 diretores das principais petrolíferas.FOTO: EPA/JIM LO SCALZO

Trump desafia Rússia e China a comprar petróleo aos EUA e diz que terá Gronelândia pela via "fácil ou difícil"

O presidente norte-americano reuniu-se com 17 diretores de petrolíferas para investirem e operarem na Venezuela, com quem diz ter acordo para começar já a refinar 50 milhões de barris.
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Diretores das empresas petrolíferas ainda avaliam planos para a Venezuela

Os diretores das empresas petrolíferas que estiveram reunidos esta noite com Donald Trump disseram ao presidente dos Estados Unidos que ainda estão a avaliar os planos para a Venezuela, de acordo com uma notícia avançada pela CNN.

Na prática, pretendem ter mais garantias de segurança antes de se comprometerem com um investimento e a exploração de petróleo na Venezuela, uma vez que consideram que a situação política naquele país ainda está instável.

Ainda segundo aquela estação de televisão norte-americana, Darren Woods, CEO da ExxonMobil, disse na reunião que a Venezuela é ainda inviável para fazer investimentos.

Os representantes das empresas questionaram Trump sobre as garantias de segurança que os EUA podem dar, tendo o líder norte-americano dito que forneceria proteção e que trabalharia nesse âmbito com o próprio governo venezuelano.

Governo venezuelano diz que cooperação entre Caracas e Moscovo se mantém

O ministro dos Negócios Estrangeiros venezuelano, Yván Gil, afirmou hoje que a agenda de cooperação entre a Venezuela e a Rússia se mantém, reiterando a gratidão a Moscovo pelo apoio perante o ataque militar dos Estados Unidos.

"Continuamos a trabalhar na agenda de cooperação entre os dois países", disse Gil numa mensagem publicada na sua conta de Telegram, após uma reunião com o embaixador russo em Caracas, Serguei Mélik-Bagdasarov.

Neste sentido, indicou que recebeu uma "mensagem renovada de solidariedade e apoio" da Rússia após os ataques dos EUA na Venezuela, no passado sábado, que descreveu como uma "agressão militar ilegal e injustificada" e que levou à captura - que a Venezuela denuncia como "rapto" - do Presidente Nicolás Maduro e da mulher, Cilia Flores.

"Concordamos na importância de defender conjuntamente o diálogo, a diplomacia e o respeito pelas normas internacionais e pela soberania dos povos como as únicas formas de promover as relações bilaterais e internacionais", acrescentou o chefe da diplomacia venezuelana.

Trump diz que "o Irão tem grandes problemas"

"O Irão tem grandes problemas", disse hoje o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acerca das manifestações contra o poder que eclodiram no país, causando uma interrupção nacional da internet e uma repressão conduzida pelas autoridades.

"Parece-me que o povo está a tomar o controlo de algumas cidades, o que ninguém teria acreditado ser possível ainda há algumas semanas. Estamos a acompanhar a situação de muito perto", acrescentou o presidente americano.

Na quinta-feira, Trump tinha ameaçado 'bater muito forte' no Irão, se as autoridades 'começassem a matar os manifestantes'.

"Vamos explorar a Gronelândia. Será da maneira mais fácil ou da mais difícil", avisa Trump

Questionado sobre a questão da Groenlândia e sobre quanto está disposto a pagar à Dinamarca para adquirir o território para os EUA, Donald Trump disse que em cima da mesa ainda não está o dinheiro, mas que as partes podem vir a falar sobre isso.

"Vamos tomar uma decisão sobre a Groenlândia, quer eles gostem ou não, Se não o fizermos, a Rússia ou a China vão tomar a Groenlândia. Não vamos querer a Rússia ou a China como vizinhas. Gostava de chegar a um acordo da forma mais fácil, mas se não for assim, será pela forma mais difícil", disse.

Trump: "Vou reunir-me muito em breve com representantes venezuelanos"

Donald Trump disse ainda que, "provavelmente", vai reunir-se com "representantes da Venezuela muito em breve".

O presidente norte-americano revelou ainda que, em príncípio, na quarta-feira vai receber na Casa Branca a prémio Nobel da Paz, María Corina Machado, acreditando que ela vai entregar-lhe esse prémio, não esclarecendo se isso o influenciará para lhe entregar o governo da Venezuela.

Trump não acha necessário um novo ataque na Venezuela

Donald Trump admitiu ainda que não será necessária uma segunda onda de ataques na Venezuela, mas lembrou que está uma armada posicionada na costa, para o caso de as circunstâncias mudarem.

“Não acho que seja necessário. Temos uma armada, uma armada gigantesca, como nunca se viu naquela parte do mundo, posicionada ao largo da costa”, disse, admitindo ter cancelado hoje essa segunda onda de ataque "graças à cooperação" do governo interino da Venezuela, depois de libertados os presos políticos.

Trump convida China e Rússia a comprarem "todo o petróleo que precisarem" aos EUA

O presidente Donald Trump garante que venderá à China e à Rússia "todo o petróleo de que precisam" a partir do momento que os EUA assumem o controlo das vendas de petróleo da Venezuela.

“Estamos abertos para negócios. A China pode comprar-nos todo o petróleo que quiser e a Rússia também”, frisou, lembrando que se os EUA não tivessem detido Nicolás Maduro "a China e a Rússia estariam lá.

Trump vai escolher as empresas que vão operar na Venezuela

Trump garantiu ainda que as empresas petrolíferas vão investir "milhões de dólares" com o objetivo de "modernizar a indústria petrolífera da Venezuela", apontando mesmo para a fasquia dos 100 mil milhões de dólares.

Nesse sentido, Trump afirmou que os Estados Unidos estão a "dar-se extremamente bem com o povo da Venezuela e com as pessoas que governam a Venezuela”.

O presidente norte-americano assumiu se será ele a decidir as empresas petrolíferas que serão autorizadas a entrar na Venezuela. “Vamos fechar o acordo com as empresas, provavelmente vamos fazer isso ainda hoje", disse, explicando que as petrolíferas vão negociar diretamente com os EUA o acesso ao petróleo venezuelano e não com o governo daquele país sul-americano.

"É uma Venezuela completamente diferente. O povo dos Estados Unidos será um dos grandes beneficiados”, assegurou.

Trump revela que EUA podem começar já a refinar 50 milhões de barris de petróleo venezuelano

Trump lembrou ainda na conferência de imprensa na Casa Branca antes do encontro que foram os EUA que "construíram toda a indústria" petrolífera na Venezuela e que agora é hora de retribuir.

"Estamos a recuperar o que nos foi tirado. Eles tomaram a nossa indústria petrolífera", disse, anunciando que os EUA podem começar "imediatamente" a refinar e a vender até 50 milhões de barris de petróleo bruto venezuelano, depois de um acordo com o governo do país sul-americano, o que segundo ele "continuará indefinidamente". Ainda assim, o presidente norte-americano não revelou quando o acordo foi assinado.

O secretário de Estado, JD Vance, adiantou depois que a operação na Venezuela "vai tornar os EUA mais rico" e "mais poderoso".

Trump reúne-se com 17 diretores de empresas petrolíferas para "discutir a questão do petróleo venezuelano"

Donald Trump anunciou através da rede social Truth Social que vai receber hoje na Casa Branca os principais diretores das empresas petrolíferas para "discutir a questão do petróleo venezuelano".

No total serão representantes de 17 empresas, sendo o objetivo de Trump alcançar um investimento de 100 mil milhões de dólares para reformular a infraestrutura petrolífera da Venezuela.

"Vamos discutir a forma como estas grandes empresas americanas podem ajudar a reconstruir rapidamente a indústria petrolífera venezuelana, que está em ruínas, e produzir milhões de barris de produção de petróleo para beneficiar os Estados Unidos, o povo da Venezuela e o mundo inteiro", disse Trump antes do encontro.

Trump anuncia que vai receber o presidente da Colômbia na Casa Branca

O presidente norte-americano Donald Trump anunciou esta sexta-feira, através de uma publicação na rede social Truth Social, que vai receber o presidente colombiano Gustavo Petro na Casa Branca na primeira semana de fevereiro.

“Aguardo com expectativa o encontro com Gustavo Petro, presidente da Colômbia, na Casa Branca, durante a primeira semana de fevereiro. Tenho certeza que será muito bom para a Colômbia e para os EUA, mas a entrada de cocaína e de outras drogas nos Estados Unidos tem de ser parada”, escreveu.

Este parece ser um sinal de que diminuiu a tensão entre Trump e Petro, depois de o presidente dos EUA ter dito que o seu homólogo colombiano é "um homem doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos", tendo garantido que não iria continuar a fazê-lo por muito mais tempo.

Candidato da oposição exilado em Espanha pede reconhecimento da sua vitória eleitoral em 2024

O líder da oposição venezuelana, Edmundo González Urrutia, exilado em Espanha, pediu hoje o reconhecimento explícito da sua vitória nas presidenciais de 2024, oficialmente atribuídas a Nicolás Maduro, capturado pelos Estados Unidos no início do mês.

Segundo um comunicado da sua equipa, González Urrutia defendeu, numa conversa telefónica com o chefe de Governo espanhol, Pedro Sánchez, que “a reconstrução democrática na Venezuela depende do reconhecimento explícito dos resultados das eleições de 28 de julho de 2024”.

Procurado por um mandado de detenção emitido pelas autoridades venezuelanas, González Urrutia abandonou o país em setembro de 2024 e fixou-se em Espanha, onde vive uma numerosa comunidade venezuelana.

A oposição, que divulgou atas de votação consideradas fraudulentas pelo Governo em Caracas, sustenta que González Urrutia foi o legítimo vencedor do sufrágio presidencial.

De acordo com o mesmo comunicado, o opositor afirmou ainda que “as transições políticas genuínas são complexas e não podem ser reduzidas a gestos parciais”.

Hoje, González Urrutia declarou-se “profundamente feliz” com a libertação recente de vários presos políticos, mas avisou, no encontro com Sánchez, contra libertações “selectivas”, que classificou como possíveis “gestos tácticos”.

O opositor sublinhou que muitos presos políticos “continuam detidos” e que essas libertações não substituem “a restauração plena dos direitos” nem o reconhecimento do mandato democrático que disse ter recebido, a par de María Corina Machado, prémio Nobel da Paz 2025 e sua antecessora como candidata presidencial.

Lusa

Venezuela anuncia "processo diplomático exploratório" com os EUA

A Venezuela anunciou esta sexta-feira que se iniciou um “processo diplomático exploratório” com os Estados Unidos.

De acordo com a CNN, o Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou que o objetivo é "restabelecer missões diplomáticas em ambos os países" e ainda analisar as consequências daquilo que o governo venezuelano define como a "agressão e o sequestro" de Nicolás Maduro e da sua mulher Cilia Flores.

Organização de direitos humanos da Venezuela confirma libertação de oito presos políticos

A organização venezuelana de direitos humanos Foro Penal confirmou hoje que, até às 11h00 (15h00, em Lisboa), foram libertados oito presos políticos, incluindo cinco cidadãos espanhóis, desde o anúncio feito ontem pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez.

Alfredo Romero, presidente do Foro Penal, partilhou a lista das oito pessoas na sua conta da rede social X, na qual se constata que dela ainda não consta o líder da oposição venezuelana, Juan Pablo Guanipa.

EUA apreendem mais um petroleiro no Mar das Caraíbas

As forças norte-americanas abordaram mais um petroleiro no Mar das Caraíbas. A ação foi realizada antes do amanhecer e resultou na apreensão do Olina.

Em imagens partilhadas nas redes sociais pelo Comado do Sul das Forças Armadas, vê-se um helicóptero norte-americano a aterrar no navio e militares norte-americanos a realizar uma busca no convés.

"Mais uma vez, as nossas forças conjuntas interagências enviaram uma mensagem clara esta manhã: 'não há refúgio seguro para os criminosos'", diz em comunicado, garantindo que se mantém mantém firme na sua missão de defender a pátria, "pondo fim às actividades ilícitas e restaurando a segurança no Hemisfério Ocidental".

O Olina é o quinto petroleiro apreendido pelas forças norte-americanas no âmbito de uma iniciativa mais vasta do Governo do presidente norte-americano, Donald Trump, para controlar a distribuição de produtos petrolíferos da Venezuela a nível global, após a retirada do poder do então presidente, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos numa operação militar noturna, a 3 de janeiro.

Meloni não acredita numa intervenção militar dos EUA na Gronelândia e defende reforço da presença da NATO no Ártico 

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, alertou esta sexta-feira, 9 de janeiro, para graves consequências da NATO caso haja uma intervenção militar dos Estados Unidos na Gronelândia, embora não acredite nessa possibilidade.

"Continuo a não acreditar na hipótese de os EUA lançarem uma ação militar para assumir o controlo da Gronelândia, uma opção que claramente não apoiaria", disse a governante, citada pela Reuters.

Em conferência de imprensa, Meloni considerou que uma ação militar no território autónomo da Dinamarca "não seria do interesse de ninguém". "Acho que nem mesmo seria do interesse dos EUA", disse a primeira-ministra italiana que defendeu o reforço da presença da NATO na região do Ártico.

Venezuela e Ucrânia no Conselho de Estado marcado para esta sexta-feira

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, convocou para esta sexta-feira, 9 de janeiro, às 15h00, o Conselho de Estado para analisar a situação internacional, nomeadamente o que está a acontecer na Ucrânia e na Venezuela.

Esta reunião do Conselho de Estado, que deverá ser a última no mandato de Marcelo Rebelo de Sousa, gerou polémica por ter sido agendada em plena campanha presidencial e pelo facto de dois dos conselheiros de Estado, Luís Marques Mendes e André Ventura, estarem na corrida a Belém.

EUA libertam dois tripulantes russos de petroleiro apreendido no Atlântico Norte. Moscovo expressa "gratidão"

Os Estados Unidos libertaram dois tripulantes russos do petroleiro   apreendido esta semana pelas forças norte-americanas.

"Congratulamo-nos com esta decisão e expressamos a nossa gratidão" à liderança dos EUA, disse Maria Zakharova, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, citada pela Reuters.

A embarcação com bandeira da Rússia, denominada "Marinera", anteriormente conhecida como Bella 1, foi intercetada e apreendida, na passada quarta-feira (7 de janeiro), perto da Islândia, no Atlântico Norte.

"Sinal de procura pela paz". Trump saúda libertação de presos políticos e cancela "segunda onda de ataques" contra a Venezuela  

O presidente dos EUA aplaudiu a decisão da Venezuela em libertar "um grande número" de presos políticos e anunciou que cancelou uma "segunda onda de ataques", que estava incialmente prevista.

É um "gesto muito importante e inteligente" e "um sinal de procura pela Paz", escreveu Donald Trump na sua rede social, a Truth Social.

"Os EUA e a Venezuela estão a trabalhar bem juntos, especialmente no que diz respeito à reconstrução, de uma forma muito maior, melhor e mais moderna, da sua infraestrutura de petróleo e gás", realçou.

Devido à cooperação com a atual liderança venezuelana, Trump anunciou: "cancelei a segunda onda de ataques anteriormente prevista, que parece não ser necessária".

Ainda assim, referiu que "todos os navios permanecerão no local por motivos de segurança".

"Pelo menos 100 mil milhões de dólares serão investidos pela BIG OIL, com quem me reunirei hoje na Casa Branca", revelou ainda Donald Trump.

Colômbia. Líder de grupo dissidente das FARC propõe união com ELN após ataque de EUA

O criminoso mais procurado da Colômbia, Néstor Gregorio Vera, chefe do Estado-Maior Central (EMC), maior grupo dissidente das FARC, propôs unir-se à guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) após o ataque norte-americano à Venezuela.

"Convocamos, com necessidade imperiosa, uma cimeira de comandantes insurgentes da Colômbia e de toda a nossa América. Chega de intervenções militares (...) de dominação cultural, que cessem todas as formas de agressão imperialista", afirmou na quinta-feira Vara, conhecido como Iván Mordisco, num vídeo publicado nas redes sociais.

O chefe do EMC, pelo qual o Governo colombiano oferece uma recompensa de cinco mil milhões de pesos (cerca de 1,1 milhões de euros), convidou para a reunião os comandantes da Segunda Marquetalia e da Coordinadora Nacional Ejército Bolivariano (CNEB), outros dois grupos dissidentes, e o ELN, que opera principalmente na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela.

“Apresentamos-vos esta proposta, não somos forças dispersas, somos herdeiros da mesma causa (...) Vamos forjar o grande bloco insurgente que fará recuar os inimigos da grande pátria”, continuou.

Nesse sentido, Mordisco destacou que, embora "existam diferenças herdadas do passado", hoje enfrentam "o mesmo inimigo". "A sombra da águia intervencionista paira sobre todos igualmente", declarou.

"Haverá tempo para nos sentarmos em camaradagem para discutir esses desacordos", afirmou, acrescentando ainda: "O destino grita-nos que é hora de nos unirmos (...) na trincheira comum".

Grupos dissidentes das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o ELN têm disputas violentas pelo controlo territorial e pelo negócio da cocaína em várias partes da Colômbia, especialmente na região de Catatumbo e no departamento de Arauca, ambos em zonas fronteiriças com a Venezuela.

Após a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no sábado, o ELN saudou o apelo das autoridades venezuelanas para resistir após o ataque dos Estados Unidos.

"Saudamos os apelos das autoridades venezuelanas para resistir a esta brutal intervenção militar e continuar a defender o legado do [ex-presidente] Hugo Chávez", afirmou o Comando Central, máxima autoridade de comando da guerrilha, num comunicado publicado no domingo.

A Colômbia e a Venezuela partilham uma fronteira terrestre de 2.219 quilómetros que se estende das Caraíbas à Amazónia e que é sobretudo composta por territórios despovoados.

O ELN, incluído pelos Estados Unidos na lista de organizações terroristas estrangeiras e que o próprio Presidente colombiano, Gustavo Petro, acusa de se ter tornado um grupo de narcotraficantes, é o grupo armado com maior poder na fronteira e, por isso, tem uma forte presença na Venezuela.

Lusa

Ex-candidato à presidência Enrique Márquez entre os primeiros opositores libertados

O ex-candidato à presidência da Venezuela Enrique Márquez foi um dos primeiros presos políticos que saíram da prisão no âmbito das libertações anunciadas pelas autoridades de Caracas, de acordo com um vídeo de um jornalista local.

"Acabou tudo", disse Enrique Marquez na quinta-feira à mulher no vídeo, filmado num bairro de Caracas, para onde foi levado pela polícia na companhia de Biagio Pilieri, colaborador da líder da oposição e Prémio Nobel da Paz Maria Corina Machado.

As libertações ocorrem menos de uma semana depois da captura, em 3 de janeiro, por parte dos Estados Unidos, do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no final de uma operação militar sem precedentes em território venezuelano.

Marquez, 62 anos, tinha sido detido em janeiro de 2025. Registou-se formalmente para as eleições presidenciais de julho de 2024 para poder ser o principal representante da oposição caso o Governo rejeitasse a candidatura de Edmundo Gonzalez Urrutia, que substituiu Maria Corina Machado, declarada inelegível. Urrutia acabou por se manter na corrida contra Maduro.

Antes da detenção, Márquez liderou uma cruzada judicial contra a reeleição de Maduro, conquistada, de acordo com a oposição e parte da comunidade internacional, em condições marcadas por fraudes.

Cerca de 2.400 pessoas foram detidas e 28 mortas durante a repressão aos distúrbios pós-eleitorais.

A proeminente advogada venezuelana Rocio San Miguel, detida em fevereiro de 2024, também foi libertada na quinta-feira.

Também cinco espanhóis, incluindo um cidadão com dupla nacionalidade, saíram na prisão, de acordo com o Governo espanhol.

"O governo espanhol congratula-se com a libertação hoje [ontem, quinta-feira] em Caracas de cinco espanhóis, incluindo uma cidadã com dupla nacionalidade, que se preparam para regressar a Espanha com a ajuda da nossa embaixada em Caracas", declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol num comunicado.

As autoridades da Venezuela anunciaram na quinta-feira a libertação de um "número significativo" de presos, tanto venezuelanos como estrangeiros, afirmou o presidente do parlamento, Jorge Rodríguez.

Trata-se de "um gesto unilateral para reforçar" a "decisão irredutível de consolidar a paz" no país e "a convivência pacífica", sem distinção de ideologia ou religião, disse Jorge Rodríguez, numa conferência de imprensa em Caracas, sem precisar o número de pessoas que vão ser libertadas.

"Considere-se este gesto do governo bolivariano [da Venezuela], de ampla intenção de procura da paz, como uma contribuição que todos e todas devemos fazer para que a nossa República continue a sua vida pacífica e em busca da prosperidade", acrescentou o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela.

Jorge Rodríguez agradeceu ao ex-primeiro-ministro de Espanha Jose Luis Rodríguez Zapatero, ao Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e ao Governo do Qatar a colaboração neste processo.

O anúncio das autoridades da Venezuela ocorre cinco dias depois da operação militar dos EUA no país da América Latina, que levou à captura de Nicolás Maduro e da mulher, Cilia Flores.

Lusa

Trump reunido na Casa Branca com 17 diretores das principais petrolíferas.
Senado aprova resolução que pode limitar os poderes de guerra de Trump. Venezuela liberta presos políticos

Trump pressiona o México e declara que EUA vão "iniciar ataques terrestres" contra cartéis de droga

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que, após os bombardeamentos contra embarcações marítimas nas Caraíbas e no Pacífico, os Estados Unidos vão realizar "ataques terrestres" contra os cartéis de droga, sem especificar o local exato.

"Vamos iniciar ataques terrestres contra os cartéis. Os cartéis controlam o México. É muito, muito triste ver e observar o que aconteceu neste país", disse o dirigente norte-americano, na quinta-feita, em entrevista à Fox News.

Donald Trump exortou o México no domingo a "recuperar o controlo", após meses de pressão sobre o vizinho do sul em questões relacionadas com a luta contra o narcotráfico e a balança comercial.

O presidente norte-americano afirmou ter exortado a homóloga mexicana, Claudia Sheinbaum, a permitir que Washington enviasse forças dos EUA para combater os cartéis de droga que operam no México, uma proposta que a governante já tinha rejeitado no passado, disse Trump.

No sábado, as forças norte-americanas capturaram o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e esposa, Cilia Flores, acusados pela justiça dos EUA de narcoterrorismo e importação de “toneladas de cocaína”.

“O continente americano pertence aos povos de cada um dos países que o compõem”, reagiu Claudia Sheinbaum, após o sequestro de Maduro.

Os Estados Unidos destacaram, desde o verão, um dispositivo militar para as águas das Caraíbas e bombardearam embarcações provenientes da Venezuela em nome da luta contra o narcotráfico, operações cuja legalidade é questionada por especialistas, organizações não-governamentais e responsáveis das Nações Unidas.

Até agora, o Governo norte-americano não apresentou provas de que essas embarcações transportavam efetivamente drogas.

No final de dezembro, Trump afirmou que os Estados Unidos destruíram uma zona de desembarque usada por barcos acusados de participar no narcotráfico na Venezuela.

Trump disse que gostaria que Corina Machado lhe desse o Prémio Nobel

O presidente dos Estados Unidos afirmou que se vai encontrar com Maria Corina Machado acrescentando que seria "uma grande honra" se a dirigente oposicionista venezuelana lhe entregasse o Prémio Nobel da Paz.

Donald Trump disse na quinta-feira à noite, à Fox News, que o encontro com Corina Machado vai decorrer em Washington na próxima semana, não tendo sido especificada a data. 

O chefe de Estado norte-americano referindo-se ao encontro afirmou que seria uma honra receber de Corina Machado a medalha do Prémio Nobel da Paz que a líder oposicionista da Venezuela recebeu do Comité Nobel em 2025. 

"Ouvi dizer que ela queria fazer isto. Seria uma grande honra", disse Donald Trump ao apresentador da Fox News que recordou que a líder da oposição venezuelana tinha prometido "partilhar" e até "entregar" o galardão.

Os Estados Unidos capturaram no sábado o Presidente da Venezuela que está a ser julgado em Nova Iorque por tráfico de estupefacientes e posse de armas.

Nesse dia, Trump afirmou que Corina Machado não estava qualificada para assumir a liderança da Venezuela e sublinhou que a realização de eleições no país não está na agenda de Washington. 

Segundo a Agência France Presse, Donald Trump não superou o facto de Corina Machado ter sido escolhida para o Prémio Nobel da Paz, no ano passado.

Nesse sentido, o presidente norte-americano voltou a expressar queixas na entrevista à Fox News, criticando particularmente a Noruega.

"Esta é a posição do comité (que atribui o Prémio Nobel da Paz). (...) É muito embaraçoso para a Noruega. Se tiveram alguma coisa a ver com isso ou não. Penso que tiveram. Dizem que não. Mas quando se acaba com oito guerras, deve-se ganhar um prémio por cada uma delas", disse Donald Trump, repetindo este número, que os especialistas em relações internacionais consideram fantasioso.

Lusa

Trump reunido na Casa Branca com 17 diretores das principais petrolíferas.
Durão Barroso: “Os EUA abdicaram do papel que tinham como líderes de um movimento democrático global”
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Enquanto Trump age na Venezuela, a Europa não sabe sequer o que quer ser

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