A administração de Donald Trump decidiu retirar a proteção do Serviço Secreto à ex-vice-presidente Kamala Harris, candidata derrotada nas últimas Presidenciais, confirmou esta sexta-feira um conselheiro de Harris à NBC News.“A vice-presidente está grata ao Serviço Secreto dos Estados Unidos pelo seu profissionalismo, dedicação e compromisso inabalável com a segurança”, referiu o assessor de Kamala, em comunicado.Um responsável da Casa Branca confirmou também a decisão, lembrando que, por lei, os vice-presidentes apenas beneficiam de seis meses de proteção após deixarem funções. Em 2008, o Congresso norte-americano aprovou a legislação que autoriza a proteção de um ex-vice-presidente, cônjuge e filhos menores de 16 anos até seis meses depois do final do mandato.De acordo com esse período legal, a proteção de Kamala teria terminado a 21 de julho. Contudo, em janeiro, antes da passagem de testemunho na Casa Branca, o então presidente Joe Biden tinha assinado um memorando executivo que prolongava a proteção de Kamala Harris até 18 meses. E foi este que foi agora mandado revogar por Trump.Não é a primeira vez que Trump toma uma medida semelhante: no início do ano, também retirou a proteção dos Serviço Secretoo aos filhos adultos de Biden, Hunter e Ashley. De acordo com a lei federal, os antigos presidentes e respetivos cônjuges têm direito a proteção vitalícia, salvo recusa explícita, enquanto os filhos apenas beneficiam desse direito até completarem 16 anos.O United States Secret Service, conhecido como Serviço Secreto, é uma agência federal norte-americana incluída no Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. Tem como principais áreas de jurisdição o combate a crimes financeiros e a proteção de membros e ex-membros do governo federal, além dos candidatos às eleições presidenciais, chefes de Estado estrangeiros de visita ao país e embaixadas.* notícia atualizada e corrigida às 16.24. .Diplomatas admitem reação dos EUA a “insulto” de Marcelo a Trump