Trump alega que Conselho da Paz vai "praticamente supervisionar" a ONU
FOTO: THE WHITE HOUSE

Trump alega que Conselho da Paz vai "praticamente supervisionar" a ONU

Reunião inaugural do Conselho da Paz decorre em Washington. Presidente dos EUA reitera que conseguiu acabar com oito guerras. Mas também sugere que em dez dias tomará uma decisão sobre atacar o Irão.
Publicado a
Atualizado a

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na reunião inaugural do Conselho da Paz que, no futuro, "praticamente supervisionar" as Nações Unidas.

"Vamos trabalhar com as Nações Unidas. Acho que tem grande potencial, mas não tem vivido esse potencial", indicou. "Um dia não estarei aqui. As Nações Unidas serão mais fortes. O Conselho de Paz irá praticamente supervisionar as Nações Unidas, garantindo o seu bom funcionamento.", indicou, dizendo que vai garantir que a ONU será "viável".

"O Conselho da Paz é uma das coisas mais importantes e consequentes em que estarei envolvido, penso eu", disse Trump no início do discurso. "Em termos de poder e prestígio nunca houve nada parecido com o Conselho de Paz", acrescentou.

"Uma palavra fácil de dizer, mas difícil de alcançar: paz", referiu o presidente, que voltou a dizer que num ano conseguiu pôr termo a oito guerras e mostrando-se confiante de que haverá uma nova a caminho. "Vamos ver", insistiu, lembrando que a guerra da Ucrânia era a que achava que seria mais fácil de resolver.

No meio do discurso, referiu também o Irão. Falando do ataque de junho, acrescentou: “Agora, talvez tenhamos de dar um passo em frente - ou talvez não. Talvez cheguemos a um acordo.” E depois acrescentou: “Vocês vão descobrir nos próximos, provavelmente, 10 dias."

A reunião está a decorrer no Instituto da Paz, que a Administração de Trump desmantelou (o caso ainda segue na justiça) e que foi recentemente renomeado com o nome do presidente. Trump disse que foi o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que o fez, sem o seu conhecimento.

Trump agradeceu aos líderes presentes (incluindo o presidente da Fifa, Gianni Infantino), fugindo ao discurso escrito enquanto agradecia a cada um.

"Quase todos aceitaram e aqueles que ainda não aceitaram, estão a fazer-se de espertos. Mas isso não funciona. Não se podem fazer de espertos comigo", referiu.

Trump alega que Conselho da Paz vai "praticamente supervisionar" a ONU
Primeira reunião do Conselho da Paz de Trump será marcada pelas ausências
Trump alega que Conselho da Paz vai "praticamente supervisionar" a ONU
Portugal admite assistir a reuniões sobre Gaza do Conselho de Paz de Trump

Quando chegou ao primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, Trump declarou-lhe o seu apoio nas eleições legislativas.

"Não devia estar a apoiar pessoas, mas apoio quando gosto delas. Tenho um historial muito bom de apoio a candidatos nos EUA, mas agora apoio líderes estrangeiros, incluindo Viktor Orbán”, afirmou o presidente, lembrando que também apoiou o argentino Javier Milei.

O primeiro-ministro Orbán, da Hungria… tem o meu apoio total e irrestrito para a eleição. Nem toda a gente na Europa gosta desse apoio. Tudo bem. Ele faz um trabalho incrível. Fez um trabalho fantástico em relação à imigração. Ao contrário de alguns países que se prejudicaram, estão a trabalhar nisso”, disse Trump.

Faixa de Gaza

Focando-se finalmente na situação na Faixa de Gaza (o Conselho da Paz foi criado como parte do plano de 20 pontos de Trump para a paz), o presidente diz que os líderes presentes "trabalham juntos para garantir um futuro brilhante para Gaza, o Médio Oriente e o mundo inteiro".

“Penso que o Conselho de Paz, por ser composto principalmente por líderes e pessoas incrivelmente respeitadas, mas principalmente por líderes de países do Médio Oriente, de países de todo o mundo, tem sido muito generoso também com os recursos financeiros”, acrescentou.

O presidente explicou que “nada é mais importante do que a paz” e disse que ir para a guerra é “cem vezes” mais caro do que a paz.

Segundo Trump, nove dos países membros do Conselho de Paz (Cazaquistão, Azerbaijão, Emirados Árabes Unidos, Marrocos, Bahrein, Qatar, Arábia Saudita, Uzbequistão e Kuwait) já se comprometeram com sete mil milhões de dólares para um pacote de apoio a Gaza, além dos 10 mil milhões de dólares que os próprios EUA vão destinar.

"É um número muito pequeno, são duas semanas de guerra", afirmou, sem explicar contudo onde o dinheiro será usado.

Entretanto, num discurso posterior, o general reformado Jasper Jeffers, líder da recém-criada Força Internacional de Estabilização de Paz, anunciou que a Indonésia, Marrocos, Cazaquistão, Kosovo e Albânia prometeram enviar tropas para a Faixa de Gaza.

Além disso, o Egipto e a Jordânia, países que fazem fronteira com a Faixa de Gaza, concordaram em formar as forças policiais e de segurança.

Serão 12 mil polícias e 20 mil soldados, afirmou.

“Com estes primeiros passos, ajudámos a trazer a segurança de que Gaza necessita para um futuro de prosperidade e paz duradoura”, disse Jeffers.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt