O presidente dos Estados Unidos anunciou a realização de uma conferência de imprensa com o exército, na Sala Oval, na segunda-feira, 6 de abril, às 13h00 locais, depois de ter revelado mais detalhes sobre a operação de resgate do piloto do caça norte-americano que foi abatido no Irão nas redes sociais. “Resgatámos o membro da tripulação/oficial do F-15 seriamente ferido e extremamente corajoso, do interior das montanhas do Irão. O exército iraniano estava a procurá-lo intensamente, em grande número, e aproximava-se. Ele é um coronel altamente respeitado", escreveu Trump este domingo na Truth Social. Donald Trump diz que esta segunda operação de resgate ocorreu depois da primeira, em que o piloto foi retirado de território iraniano "à luz do dia, também algo incomum, passando sete horas sobre o território iraniano"..Logo a seguir, noutro post, Donald Trump voltou a ameaçar o Irão. "Terça‑feira será o Dia das Centrais Eléctricas, e o Dia das Pontes, tudo num só, no Irão. Não haverá nada igual!!! Abram o maldito estreito, seus loucos, ou vão viver no Inferno", escreve o presidente norte-americano..Um funcionário dos EUA disse à Reuters que as forças norte-americanas tiveram de destruir pelo menos uma das aeronaves usadas na missão de resgate do piloto do caça F-15 que foi abatido no Irão, porque avariou. Segundo o Wall Street Journal, duas aeronaves MC-130J utilizadas em operações e infiltração secretas para retirar tropas de zonas inimigas, foram destruídas pelas forças dos EUA após apresentarem falhas.Um alto funcionário da administração em Washington revelou que o resgate envolveu uma campanha de desinformação da CIA, que espalhou no Irão a ideia de que as forças norte-americanas já tinham encontrado o militar desaparecido e o estavam a transferir por terra para fora do país.Israel terá ajudado nesta operação que envolveu dezenas de aeronaves militares e encontrou uma resistência feroz por parte das forças iranianas, de acordo com um funcionário de Washington.O exército do Irão disse que várias aeronaves norte-americanas foram destruídas durante a operação de resgate, incluindo dois aviões de transporte militar e dois helicópteros Black Hawk..Um ataque de Israel à cidade de Kfar Hatta, no Líbano, causou sete mortos, um dos quais uma menina de quatro anos, disse este domingo o ministro da Saúde do país, de acordo com a AP. Os militares de Israel tinham avisado no sábado a população para evacuar a cidade. .O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Omã publicou nas redes sociais este domingo que os vice-ministros dos Negócios Estrangeiros e peritos de ambos os países reuniram-se para discutir “diversas visões e propostas” com o objetivo de garantir um “trânsito tranquilo” através do estreito, avança a agência Associated Press (AP).A reunião decorreu no sábado, dois dias antes de expirar o prazo renovado do Presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irão abra o acesso ao Estreito de Ormuz. Trump advertiu para “consequências devastadoras” se o Irão não cumprir até segunda-feira..O exército do Bahrein afirmou que interceptou 466 drones e 188 mísseis desde o início do conflito. “O Comando-Geral das Forças de Defesa do Bahrein afirma o seu orgulho na avançada prontidão de combate e na elevada vigilância demonstradas pelo seu pessoal, e valoriza esta contínua eficiência operacional na proteção do Reino”, declarou o exército do Bahrein num comunicado. .Uma subsidiária da gigante petrolífera britânica BP anunciou restrições ao reabastecimento de aviões em quatro aeroportos italianos - todos com ligações a Portugal - devido à escassez de combustível provocada pelo conflito no Médio Oriente.Num boletim aeronáutico, a empresa Air BP Italia disse que as restrições afetam os aeroportos de Bolonha, Milão Linate, Treviso e Veneza Marco Polo e manter-se-ão em vigor, em princípio, até quinta-feira.O aeroporto de Milão Linate tem voos regulares para Lisboa e Porto, enquanto Bolonha e Veneza Marco Polo operam ligações para a capital portuguesa e Treviso tem voos para o Porto.De acordo com o boletim, citado pela agência de notícias italiana Adnkronos, as restrições ao reabastecimento não se aplicam a voos de emergência médica ou voos governamentais com duração superior a três horas.O grupo Save, que gere os aeroportos de Treviso, Veneza Marco Polo e Verona, desvalorizou a medida e defendeu que "as restrições de combustível não são significativas".Num comunicado, a empresa sublinhou que o problema afeta apenas um fornecedor e que "existem outros nos aeroportos do grupo que abastecem a maioria das companhias aéreas".O grupo enfatizou que as operações aéreas não estão a ser comprometidas, uma vez que "não foi imposta qualquer restrição a voos intercontinentais ou voos dentro do Espaço Schengen, e as operações estão garantidas sem quaisquer problemas".Também no sábado, a primeira-ministra italiana concluiu uma visita ao golfo Pérsico com um apelo à liberdade de navegação no estreito de Ormuz, uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero.Giorgia Meloni reuniu-se nos Emirados Árabes Unidos com o Presidente do país, xeque Mohamed bin Zayed Al Nahyan, na última etapa de uma viagem de dois dias em que passou pela Arábia Saudita e pelo Qatar.No encontro, os dois líderes debateram a “necessidade de garantir a liberdade de navegação no estreito de Ormuz.Em cerca de 48 horas, Meloni encontrou-se em Doha com o emir do Qatar, Tamim bin Hamad al-Thani, a quem disponibilizou a capacidade industrial italiana para reabilitar as infraestruturas energéticas danificadas.Nas três paragens que fez, Meloni insistiu na urgência de reabrir o estreito de Ormuz para garantir o abastecimento de hidrocarbonetos e reduzir o impacto da crise.A Líbia é o principal fornecedor de petróleo a Itália, em parte porque a estatal italiana Eni opera naquele país desde 1959, mas Roma também recebe crude da Arábia Saudita e de outros países africanos, como Egito, ou do Médio Oriente, como o Iraque.Lusa.Organizações não governamentais (ONG) alertaram que a guerra no Médio Oriente está a impedir milhões de pessoas em todo o mundo de receberem alimentos e medicamentos, uma situação que se agravará se o conflito continuar.As organizações humanitárias disseram que o conflito não só interrompeu rotas marítimas vitais, criando uma crise energética global, como também está a afetar as cadeias de abastecimento, obrigando a utilizar rotas mais dispendiosas e demoradas.As rotas de centros estratégicos, como Dubai, Doha e Abu Dhabi, foram afetadas e os custos de transporte dispararam com o aumento das taxas de combustível e de seguro.O Programa Alimentar Mundial afirma que dezenas de milhares de toneladas de alimentos estão a sofrer atrasos significativos no transporte.O Comité Internacional de Resgate (IRC, na sigla em inglês) tem 130 mil dólares (113 mil euros) em produtos farmacêuticos destinados ao Sudão, devastado pela guerra, retidos no Dubai, e quase 670 caixas de alimentos terapêuticos para crianças gravemente desnutridas na Somália, retidas na Índia.O Fundo das Nações Unidas para a População afirma que o envio de equipamento para 16 países já sofreu atrasos.Os drásticos cortes dos Estados Unidos na ajuda externa já tinham prejudicado muitos grupos humanitários, que dizem que a guerra está a agravar o problema.As Nações Unidas afirmam que esta é a perturbação mais significativa da cadeia de abastecimento desde a pandemia de covid-19, com um aumento de até 20% nos custos de envio e atrasos devido ao redireccionamento de mercadorias.Além disso, a guerra está a criar novas emergências, como no Irão, e também no Líbano, onde pelo menos um milhão de pessoas foram deslocadas.Lusa.O Irão executou este domingo por enforcamento mais dois homens condenados por terem participado nos protestos antigovernamentais de janeiro, durante os quais supostamente atacaram uma instalação militar para obter armas de fogo, noticiou uma agência iraniana.“Foram enforcados após a revisão do caso e a confirmação da sentença definitiva no Tribunal Supremo”, noticiou a agência Mizan, órgão do poder judicial.Os executados, identificados como Mohammadamin Biglari e Shahin Vahedparast, foram acusados de atacar na noite de 8 de janeiro uma instalação militar, incendiá-la e tentar aceder a um arsenal com o objetivo de roubar armas.Segundo o processo judicial, ambos faziam parte de um grupo que, durante os "distúrbios", tentou infiltrar-se em instalações sensíveis como delegações e bases da milícia ideológica Basij.No momento do ataque, o centro militar continha 20 armas Kalashnikov e 1.800 cartuchos de munição, entre outros materiais, que os supostos atacantes não conseguiram retirar do arsenal.O tribunal considerou provadas as acusações com base em relatórios dos serviços secretos, confissões dos acusados, gravações do ataque e na detenção no local dos factos.O Irão afirma que os acusados atuaram em coordenação com "inimigos" do país, incluindo os Estados Unidos e Israel, uma acusação que costuma usar em casos relacionados com a segurança nacional.A execução ocorre num contexto de tensão interna e regional, no qual as autoridades iranianas endureceram a sua resposta face aos protestos e ações consideradas como ameaças à segurança do Estado.Com estas execuções, o Irão já enforcou seis pessoas condenadas por participação nos protestos de janeiro. A contestação eclodiu no final de dezembro devido ao aumento do custo de vida, antes de se espalhar e evoluir para manifestações antigovernamentais.As autoridades declararam que os protestos começaram pacificamente antes de se transformarem em "motins fomentados por estrangeiros", envolvendo homicídios e atos de vandalismo.Os protestos antigovernamentais de janeiro, que pediam o fim da República Islâmica, foram sufocados depois de uma dura repressão que causou a morte de 3.117 pessoas, segundo o balanço oficial.No entanto, organizações de direitos humanos como a opositora HRANA, com sede nos EUA, elevam esse número para mais de 7.000 e continuam a verificar outros 11.000 casos, enquanto estimam em 53.000 os detidos.O Irão é um dos países com o maior número de execuções no mundo e, em 2025, enforcou 1.500 pessoas, um aumento de 50% em relação ao ano anterior, segundo dados da ONU.Lusa.O Irão afirmou este domingo que frustrou uma tentativa dos EUA de resgatar o piloto de um caça abatido, numa operação na qual, segundo Teerão, foram atingidas várias aeronaves, após o Presidente norte-americano ter anunciado o resgate do militar com vida."As aeronaves invasoras do inimigo no sul de Isfahan, incluindo dois helicópteros Black Hawk e um avião de transporte militar C-130, foram atingidas (...) e a tentativa de resgatar o piloto falhou", assegurou o porta-voz do Quartel General Central Khatam al-Anbiya, o coronel Ebrahim Zolfagari, noticiou a agência Tasnim.Indicou que a operação foi repelida mediante uma ação conjunta da Guarda Revolucionária, do Exército, da milícia Basij e das forças de segurança, que conseguiram impedir o resgate depois da entrada de aeronaves inimigas no centro do país.Por sua vez, a Guarda Revolucionária disse num comunicado que as aeronaves foram destruídas durante a operação e qualificou o episódio como uma “nova derrota humilhante” para os Estados Unidos.A Guarda acusou Trump de tentar encobrir o fracasso da operação após afirmar nas redes sociais que tinha sido realizada uma missão especial para resgatar o piloto..O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou este domingo que foi resgatado um dos pilotos de um avião de combate norte-americano abatido no espaço aéreo do Irão, na sexta-feira.Uma frenética de busca e salvamento foi iniciada após a queda do caça F-15, enquanto o Irão prometia também uma recompensa para quem entregasse o "piloto inimigo".Trump escreveu nas redes sociais que o piloto, desaparecido desde que o avião se despenhou, está ferido, mas que "ficará bem", e acrescentou que se refugiou "nas traiçoeiras montanhas do Irão". . O republicano acrescentou que o resgate envolveu "dezenas de aeronaves" e que os EUA estavam a acompanhar a localização do piloto "24 horas por dia e a planear diligentemente o seu resgate".O caça foi a primeira aeronave norte-americana a cair em território iraniano desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.As buscas concentraram-se numa região montanhosa nas províncias de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste do Irão.Pouco depois do anúncio de Trump, a Guarda Revolucionária do Irão afirmou ter abatido outro avião norte-americano, que estava envolvido nas operações de resgate do piloto."Uma aeronave inimiga americana que procurava o piloto de um caça abatido foi destruída por combatentes islâmicos na região sul de Isfahan", avançou a agência de notícias iraniana Tasnim.Na sexta-feira, o exército iraniano anunciou que tinha abatido um caça norte-americano. Um dos dois pilotos da aeronave foi resgatado com vida pelos EUA logo a seguir ao incidente.A polícia, num comunicado divulgado pelas forças de segurança iranianas, referiu que o avião foi abatido na província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste do país.Também na sexta-feira, o exército iraniano anunciou ter abatido um segundo avião de combate norte-americano, do tipo A-10, que “caiu nas águas do Golfo”, de acordo com o exército iraniano, num comunicado lido na emissora estatal do Irão.Lusa .Um ataque iraniano causou "danos significativos" a duas centrais elétricas e de dessalinização no Kuwait, anunciou este domingo o Ministério da Eletricidade, Água e Energias Renováveis do emirado."Duas centrais de energia e dessalinização foram alvejadas por drones hostis no âmbito da hedionda agressão iraniana, resultando em danos materiais significativos e na paragem de duas unidades de geração de energia, sem vítimas", afirmou o ministério.As equipas de emergência estão a trabalhar para "garantir a continuidade dos serviços", uma vez que "a segurança e a estabilidade dos sistemas de eletricidade e de água são uma prioridade absoluta", acrescentaram as autoridades, em comunicado.A petrolífera estatal do Kuwait anunciou que um complexo na zona costeira de Shuwaikh foi alvo de drones iranianos na madrugada de domingo, provocando um incêndio. Até ao momento, não há registo de vítimas."O edifício foi completamente evacuado por precaução e está em curso uma avaliação dos danos", acrescentou a Kuwait Petroleum Corporation.A empresa garantiu que "estão a ser tomadas as medidas necessárias para garantir a segurança do local e dos funcionários".Horas antes, o exército do Kuwait tinha dito que o emirado tinha sofrido um novo ataque com mísseis e drones e pediu à população para seguir as orientações de segurança."As defesas aéreas do Kuwait estão atualmente sob ameaça de mísseis e drones hostis", escreveu o Estado-Maior, na rede social X.O Ministério das Finanças do Kuwait anunciou que "o complexo governamental da Cidade de Kuwait foi alvo, no sábado à noite, de um drone hostil", que causou "danos materiais significativos".A guerra atualmente em curso no Médio Oriente foi desencadeada em 28 de fevereiro por ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, aos quais Teerão respondeu com disparos de mísseis e drones contra Israel e outros países da região.O Irão lançou ataques contra bases norte-americanas e outras infraestruturas em países como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.Também hoje, os Emirados Árabes Unidos (EAU) relataram um ataque com mísseis e drones, depois do Irão ter apontado com alvo a indústria do alumínio no país do Golfo."Os sistemas de defesa aérea dos EAU foram ativados em resposta à ameaça de mísseis e drones", declarou o Ministério da Defesa, afirmando que "os sons ouvidos em todo o país são o resultado de operações em curso contra estes mísseis e drones".Num comunicado divulgado pela agência de notícias oficial iraniana IRNA, os militares do Irão indicaram que tinham atacado instalações da indústria do alumínio nos EAU, bem como alvos militares dos EUA, incluindo no Kuwait.Lusa.Os rebeldes Huthis do Iémen, aliados de Teerão, reivindicaram a responsabilidade por um ataque contra o aeroporto Ben Gurion, no centro de Israel, em retaliação pela ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão."Atacámos o aeroporto Ben Gurion, na região de Telavive, bem como alvos militares vitais no sul de Israel", confirmaram no sábado os Huthis, através da emissora Al Masirah, ligada aos rebeldes.No sábado, o exército israelita anunciou ter detetado o lançamento de um míssil em direção a Israel a partir do Iémen e disse estar a tentar intercetá-lo.“O exército israelita identificou o lançamento de um míssil do Iémen em direção ao território israelita e os sistemas de defesa aérea estão a ser ativados para intercetar a ameaça”, refere o exército, num comunicado.Este foi o quinto lançamento proveniente do Iémen em direção a Israel, desde o início da guerra desencadeada em 28 de fevereiro por uma ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irão.Os rebeldes Huthis do Iémen entraram na semana passada no conflito, em apoio ao Irão.Entretanto, os Huthis anunciaram no sábado a detenção de várias pessoas acusadas de colaborar com os serviços secretos israelitas, alegando que o grupo tinha recolhido informações militares e económicas sensíveis no país.O Serviço de Segurança e Inteligência, controlado pelos Huthis, referiu, num comunicado, que os detidos colaboraram diretamente com agências israelitas, incluindo os serviços de inteligência militar e a Mossad.De acordo com os Huthis, os suspeitos forneceram “coordenadas de instalações militares e de segurança, bem como informações relevantes sobre instalações económicas no Iémen”.Os rebeldes não revelaram o número de detidos nem apresentaram provas que sustentem as alegações. .Em novembro, as autoridades Huthis anunciaram a detenção de vários iemenitas acusados de espionagem a favor de Israel.No mesmo mês, um tribunal controlado pelos rebeldes condenou à morte 17 pessoas acusadas de espionagem a favor de Israel, dos Estados Unidos e da Arábia Saudita.Organizações de defesa dos direitos humanos e as Nações Unidas têm manifestado repetidamente preocupação com estas detenções, defendendo que muitos detidos, incluindo trabalhadores humanitários, foram acusados de espionagem sem provas suficientes nem o devido processo legal.Lusa.O embaixador do Irão pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) que preste atenção às consequências humanitárias e à exposição à radiação, após um ataque norte-americano e israelita contra a central nuclear de Bushehr.Numa carta enviada ao secretário-geral da ONU, o português António Guterres, no sábado, Amir Saeed Iravani alertou que os ataques contra instalações nucleares são ilegais e violam o direito internacional.No documento, citado pelo jornal norte-americano New York Times, o diplomata iraniano descreveu os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra centrais nucleares como "um crime de guerra" e "um claro ato de terrorismo de Estado".Na missiva, também dirigida ao Bahrein, que atualmente preside ao Conselho de Segurança da ONU, Iravani sublinhou ainda que a central nuclear de Bushehr é utilizada apenas para fins pacíficos.No sábado, um ataque norte-americano e israelita causou a morte de um segurança da central de Bushehr, situada no sul do Irão, que antes da guerra contava com 600 trabalhadores.Um projétil caiu perto da central, construída em cooperação com a Rússia, mas as instalações principais estão operacionais.Horas depois, as autoridades russas disseram que quase 200 funcionários foram obrigados a abandonar a central."Cerca de 20 minutos após o infeliz ataque, os autocarros partiram da estação de Bushehr em direção à fronteira entre o Irão e a Arménia. Com 198 pessoas. Esta é a maior evacuação até à data", disse o diretor-geral da agência de energia atómica russa Rosatom, Alexei Likhachev, citado pela agência de notícias oficiial russa TASS.Na quinta-feira, Alexei Likhachev tinha anunciado que a fase final da retirada dos funcionários russos da central ia decorrer na próxima semana, mas foi antecipada devido ao ataque.A Rússia tem alertado repetidamente para o perigo que a central de Bushehr enfrenta, uma vez que já sofreu quatro ataques."A probabilidade de danos, de um possível incidente nuclear, infelizmente só aumenta, como confirmam os acontecimentos desta manhã [sábado]", acrescentou Likhachev.Esta semana, a Rússia anunciou que a primeira unidade da central nuclear continuaria a operar, recorrendo a funcionários voluntários e trabalhadores locais.A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que justificaram com o fracasso de negociações sobre o programa nuclear iraniano, que Teerão afirma destinar-se apenas a fins civis.Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz - uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero - e lançou ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.Lusa.O Kuwait foi hoje alvo de um novo ataque com mísseis e drones, anunciou o Exército do emirado, que pediu à população para seguir as orientações de segurança."As defesas aéreas do Kuwait estão atualmente sob ameaça de mísseis e drones hostis", escreveu o Estado-Maior, na rede social X.Instando a população a "seguir as instruções de segurança", o Estado-Maior explicou ainda que "quaisquer explosões que possam ser ouvidas são o resultado da interceção de alvos hostis pelos sistemas de defesa aérea".Por sua vez, o Ministério das Finanças do Kuwait anunciou que "o complexo governamental da Cidade de Kuwait foi alvo, no sábado à noite, de um drone hostil, no âmbito da hedionda agressão iraniana"."Este incidente causou danos materiais significativos no edifício, mas, graças a Deus, não houve vítimas", acrescentou, especificando que os funcionários vão trabalhar remotamente hoje e que todas as visitas ao complexo estão suspensas.A guerra atualmente em curso no Médio Oriente foi desencadeada em 28 de fevereiro por ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, aos quais Teerão respondeu com disparos de mísseis e drones contra Israel e outros países da região.O Irão lançou ataques contra bases norte-americanas e outras infraestruturas em países como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.Lusa