Trump diz que não pensa "na situação financeira dos americanos" e que foco é não deixar Irão ter arma nuclear

Mantém-se o impasse diplomático no Médio Oriente depois de o Governo iraniano ter rejeitado a possibilidade de alterar as suas propostas para um fim duradouro da guerra.
Trump diz que não pensa "na situação financeira dos americanos" e que foco é não deixar Irão ter arma nuclear
EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

Ataques israelitas atingiram dois automóveis no sul do Líbano

Ataques aéreos israelitas atingiram esta quarta-feira dois automóveis na autoestrada de Jiyyeh, no sul do Líbano, informou a agência nacional notícias libanesa (NNA).

Até ao momento, não há informações sobre possíveis vítimas.

Segundo a NNA, ataques aéreos israelita visaram esta manhã a área entre as cidades de Braachit e Shaqra, em Bint Jbeil, e na cidade de Majdal Zoun, em Tyre .

"Não penso na situação financeira dos americanos", diz Trump sobre os impactos na guerra com Irão

Antes de partir para a China, onde deverá chegar ao início da tarde desta quarta-feira, o presidente dos EUA foi questionado sobre os impactos na guerra no Irão. Afirmou que o foco nas negociações é não permitir que o regime iraniano tenha armamento nuclear.

"Não penso na situação financeira dos americanos", disse aos jornalistas sobre as negociações com Teerão. "Só penso numa coisa. Não podemos deixar o Irão ter uma arma nuclear. Mais nada", vincou o presidente norte-americano.

Infarmed pede ao setor do medicamento que avalie riscos no abastecimento

O Infarmed pediu aos agentes económicos do setor do medicamento que avaliem potenciais riscos indiretos da guerra no Médio Oriente nas cadeias de fornecimento, assim como a dependência de fornecedores e matérias-primas.

Segundo uma nota divulgada no ‘site’, o Infarmed pediu igualmente aos fabricantes, titulares, importadores, distribuidores por grosso e outros operadores que reforcem os mecanismos de monitorização dos níveis de ‘stock’ e da capacidade de fornecimento de produtos críticos e que comuniquem ao Infarmed “com a maior brevidade possível” quaisquer constrangimentos “atuais ou previsíveis” que possam comprometer a disponibilidade de medicamentos ou dispositivos médicos.

Esta posição, segundo explica a informação divulgada, foi tomada após uma reunião, em abril, entre o Infarmed, a Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos (APORMED) e a Associação Portuguesa de Medicamentos pela Equidade em Saúde, que representa a indústria dos genéricos e biossimilares.

A Autoridade do Medicamento e Produtos de Saúde admite que eventuais perturbações na região do Médio Oriente poderão ter impacto na continuidade do abastecimento de determinados produtos de saúde no mercado europeu, mas reforçou que, até meados de abril (a reunião foi dia 14), não tinham sido comunicadas roturas.

O Infarmed manifestou ainda disponibilidade para “dar a máxima prioridade” à avaliação de processos relacionados com o registo de novos fabricantes, como consequência da situação de conflito no Médio Oriente, e pediu às empresas que apresentassem uma análise detalhada sobre os eventuais impactos associados a aumentos de preços.

Adiantou que continuará a acompanhar “de forma próxima” a evolução da situação, mantendo a articulação com as instâncias europeias competentes e adotando, sempre que necessário, as medidas adequadas de prevenção, mitigação e gestão de risco para salvaguardar a continuidade do abastecimento e a proteção da saúde pública.

Lusa

Cidadão iraniano enforcado no Irão por alegadas ligações a Israel

Um homem foi enforcado hoje no Irão depois de ter sido condenado por ligações aos serviços de informações israelitas, anunciou agência de notícias oficial do poder judicial, Mizan.

Tratou-se da mais recente execução desde o início da guerra no Médio Oriente, que começou com um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, a 28 de Fevereiro.

Desde o início da guerra, as detenções e execuções têm aumentado no Irão.

"Ehsan Afreshteh, espião treinado pelo Mossad no Nepal vendeu informações confidenciais a Israel, foi executado", informou a Mizan.

De acordo com organizações de defesa dos direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional, o Irão é o país que mais frequentemente aplica a pena de morte depois da República Popular da China.

Na segunda-feira, o Irão anunciou a execução de um estudante de engenharia aeroespacial suspeito de espionagem para os serviços de informação israelitas e norte-americanos.

Na terça-feira um cidadão iraniano foi executado por envolvimento em atos considerados terroristas pelo regime de Teerão.

Lusa

Siga aqui os desenvolvimentos sobre a guerra no Irão

Bom dia,

Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra no Irão, numa altura em que se mantém o impasse nas negociações entre Teerão e Washington para chegar a um acordo com vista ao fim do conflito.

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